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PF apura emenda de R$ 199 mil de Flávio Bolsonaro à ONG suspeita de ligação com irmãos Brazão

Segundo reportagem do O Globo, a assessoria de Flávio Bolsonaro teria negociado com Peixe, policial militar da reserva condenado pela morte de Marielle
O senador Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa, no dia 19 de maio de 2026.

O senador Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa, no dia 19 de maio de 2026.

— Sergio Lima/AFP

21 de maio de 2026

A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação sobre o envio de uma emenda parlamentar pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a uma ONG suspeita de ter ligações com os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo na quarta-feira (20). 

Segundo a reportagem, o repasse de R$ 199 mil foi realizado em novembro de 2023 ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). O valor foi destinado um mês após um assessor de Domingos Brazão, do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), ter procurado o gabinete de Bolsonaro. A PF busca saber se a transferência integra um esquema de desvio de verbas públicas da família Brazão. 

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A organização ocupa uma sala comercial no bairro Taquara, na Zona Oeste da capital fluminense, área de influência dos irmãos Brazão. O envio teria sido intermediado pelo policial militar da reserva Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, também condenado pela morte da vereadora do PSOL. A investigação teve início após a quebra do sigilo telefônico do militar. 

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No celular de Calixto, a Polícia Federal identificou uma troca de mensagens com a assessora do gabinete do senador em 24 de outubro de 2023. De acordo com a apuração do O Globo, em novembro do mesmo ano o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro destinou a emenda à entidade. 

A apuração teria apontado que Peixe solicitou o depósito de R$ 100 mil à ONG, em uma conta da empresa que tem sua filha como única sócia. Parte do dinheiro, aponta a prestação de contas da Ifop, foi destinada a uma empresa em nome da dirigente de outra ONG. 

Peixe ainda teria concedido à assessora do senador quatro ingressos para o desfile das campeãs do Carnaval de 2026, no Sambódromo do Rio. Em nota à imprensa, Flávio Bolsonaro afirmou não ser papel do parlamentar auditar a utilização de suas emendas por terceiros. 

Leia mais: Condenação dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes: um marco na luta por justiça

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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