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Espanha se une à África do Sul em ação contra Israel na Corte de Justiça da ONU

Países buscam medidas cautelares para impedir operações militares em Gaza
O Ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, dá uma conferência de imprensa na sede do seu ministério em Madrid, em 6 de junho de 2024. A Espanha se juntará ao caso da África do Sul no tribunal superior da ONU, no qual Pretória acusou Israel de "genocídio" em Gaza.

Foto: Thomas Coex/AFP

6 de junho de 2024

A Espanha decidiu unir-se à África do Sul na ação movida contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em resposta à operação militar israelense em Gaza. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6) pelo ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, em uma coletiva de imprensa em Madri, uma semana após o país europeu reconhecer oficialmente o Estado palestino.

“A Espanha vai intervir no procedimento iniciado pela África do Sul”, declarou Albares, enfatizando que o principal objetivo é pôr fim ao conflito e promover a solução de dois Estados.

 O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também se pronunciou sobre o tema, destacando a urgência de apoio à CIJ para a implementação de medidas cautelares que impeçam operações militares. “A Espanha vai permanecer do lado certo da história”, afirmou Sánchez durante um discurso em um fórum econômico.

A iniciativa da África do Sul na CIJ, o principal tribunal da ONU com sede em Haia, começou no ano passado. O país acusa Israel de violar a convenção da ONU sobre genocídio de 1948 com suas ações em Gaza, uma alegação que Israel rejeita veementemente. Em janeiro deste ano, a CIJ já havia ordenado que Israel tomasse medidas para evitar atos de genocídio durante suas operações militares.

A situação humanitária em Gaza, exacerbada pela ofensiva israelense, levou a África do Sul a pedir novas medidas de emergência ao tribunal. Em 24 de maio, a CIJ ordenou o fim da operação militar israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde centenas de milhares de civis se encontram aglomerados desde o início do conflito entre Hamas e Israel em 7 de outubro.

Embora as decisões da CIJ sejam juridicamente vinculantes, o tribunal não possui meios para garantir sua implementação, como evidenciado pela ordem não cumprida de cessar a invasão da Ucrânia pela Rússia.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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