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Governo promove ação contra violência à mulher em clássico no Rio de Janeiro

Ação durante jogo entre Flamengo e Fluminense destaca aumento de casos de agressão em dias de partidas e incentiva denúncias
Faixa roxa contra a violência à mulher, com a frase 'Se Liga ou Eu Ligo 180', sendo carregada no gramado do estádio do Maracanã durante jogo no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 2026.

Faixa roxa contra a violência à mulher, com a frase 'Se Liga ou Eu Ligo 180', sendo carregada no gramado do estádio do Maracanã durante jogo no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 2026.

— Henrique Barrios/MEsp

26 de janeiro de 2026

O Ministério do Esporte e o Ministério das Mulheres realizaram, no domingo (25), uma ação institucional de enfrentamento à violência contra a mulher durante o jogo entre Flamengo e Fluminense, no estádio do Maracanã.

A iniciativa busca unir clubes, atletas, torcedores e instituições para promover a conscientização, estimular a denúncia e combater a violência de gênero, especialmente em contextos de grande mobilização social, como os grandes jogos do futebol brasileiro

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Segundo o ministro do Esporte, André Fufuca, o futebol tem um papel social que vai além da competição e é uma ferramenta importante para chamar a atenção no enfrentamento à violência nos estádios.  “Em dias de jogo, os casos de agressão contra mulheres aumentam, e isso exige uma resposta firme do poder público e da sociedade. Violência não é rivalidade, não é emoção do jogo e muito menos cultura”, afirmou, em comunicado à imprensa.

A ativação  ocorreu em dois momentos da partida, o primeiro antes do início do jogo e o segundo no intervalo, com campo com uma faixa dentro de campo com a mensagem: violência não é futebol, é crime, reforçando o enfrentamento à violência contra a mulher, além de uma exibição de vídeo animado nos telões.

O vídeo destacou que, no Brasil, quatro mulheres são vítimas de feminicídio todos os dias, muitas dentro de casa, que as agressões aumentam cerca de 25% em dias de jogos, e também divulgou o canal de denúncia Ligue 180, em casos para registro de ocorrências.

Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o posicionamento do futebol é estratégico no enfrentamento à violência de gênero. “Quando esse esporte se posiciona contra a violência, ajuda a romper o silêncio, questionar comportamentos e reforçar que o respeito às mulheres é um valor inegociável e que precisa estar dentro e fora dos campos”, destacou.

Após as ações nos estádios, a campanha segue nas redes sociais do governo federal e também nos canais dos ministérios envolvidos.

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  • Thayná Santana

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