O Ministério do Esporte e o Ministério das Mulheres realizaram, no domingo (25), uma ação institucional de enfrentamento à violência contra a mulher durante o jogo entre Flamengo e Fluminense, no estádio do Maracanã.
A iniciativa busca unir clubes, atletas, torcedores e instituições para promover a conscientização, estimular a denúncia e combater a violência de gênero, especialmente em contextos de grande mobilização social, como os grandes jogos do futebol brasileiro
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Segundo o ministro do Esporte, André Fufuca, o futebol tem um papel social que vai além da competição e é uma ferramenta importante para chamar a atenção no enfrentamento à violência nos estádios. “Em dias de jogo, os casos de agressão contra mulheres aumentam, e isso exige uma resposta firme do poder público e da sociedade. Violência não é rivalidade, não é emoção do jogo e muito menos cultura”, afirmou, em comunicado à imprensa.
A ativação ocorreu em dois momentos da partida, o primeiro antes do início do jogo e o segundo no intervalo, com campo com uma faixa dentro de campo com a mensagem: violência não é futebol, é crime, reforçando o enfrentamento à violência contra a mulher, além de uma exibição de vídeo animado nos telões.
O vídeo destacou que, no Brasil, quatro mulheres são vítimas de feminicídio todos os dias, muitas dentro de casa, que as agressões aumentam cerca de 25% em dias de jogos, e também divulgou o canal de denúncia Ligue 180, em casos para registro de ocorrências.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o posicionamento do futebol é estratégico no enfrentamento à violência de gênero. “Quando esse esporte se posiciona contra a violência, ajuda a romper o silêncio, questionar comportamentos e reforçar que o respeito às mulheres é um valor inegociável e que precisa estar dentro e fora dos campos”, destacou.
Após as ações nos estádios, a campanha segue nas redes sociais do governo federal e também nos canais dos ministérios envolvidos.