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Fim da escala 6×1 pode ocorrer 60 dias após promulgação, diz Hugo Motta

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a redução total da jornada semanal de trabalho deverá ocorrer de forma gradual ao longo de um ano
Uma mulher segura uma placa escrito “Fim da Escala 6x1” em protesto, no Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 2024.

Uma mulher segura uma placa escrito “Fim da Escala 6x1” em protesto, no Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 2024.

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

25 de maio de 2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou, em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (25), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 será implementada gradualmente, no período de um ano, até que se complete a redução de 44 para 40 horas semanais. 

A PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), deve ter o relatório final votado pela Comissão Especial da Câmara ainda nesta segunda-feira. A matéria foi apensada à proposta de Erika Hilton (PSOL-SP), que também prevê a redução da carga trabalhista. 

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Segundo Motta, haverá uma diminuição gradual da jornada de trabalho, com redução de duas horas após 60 dias da promulgação da medida e, depois de 12 meses, mais duas horas. A mudança para escala 5×2, de cinco dias de trabalho para dois de descanso, ocorre no primeiro prazo. 

Leia mais: Escala 6×1 e senzala: discursos políticos conectam dois séculos de exploração

O parlamentar destacou que a Câmara debate ajustes para incluir regras destinadas aos servidores públicos, prestadores de serviço para entes públicos e microempreendedores individuais (MEIs).

O deputado ainda ressaltou que o fim da escala 6×1 e a proibição da redução salarial são pontos inegociáveis para o Congresso e para o governo federal. 

Na Comissão Especial, o debate da PEC foi marcado por ampla rejeição nas alas da direita e do Centrão. O deputado Sérgio Turra (PP-RS) protocolou, no dia 14 de maio, uma emenda que adiava por dez anos a redução da carga horária, além de abrir brecha para elevar a jornada para 52 horas semanais. À época, 176 parlamentares assinaram a medida.  

Leia mais: Após críticas, Direita e Centrão recuam sobre emenda que previa jornada de 52 horas

A manobra foi denunciada por Hilton e gerou grande repercussão negativa. Em resposta, as lideranças das principais legendas apoiadoras da emenda recuaram. 

Até o momento, 40 parlamentares retiraram a assinatura da proposta, informou a deputada em nota publicada nas redes sociais. Ao menos 136 deputados mantiveram o apoio. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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