O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) se manifestou sobre o assassinato de Guilherme Dias Santos Ferreira, jovem negro de 26 anos, morto por um policial militar fora de serviço em 4 de julho de 2025, na Zona Sul de São Paulo.
A pasta expressou solidariedade à família da vítima e afirmou que o caso reforça a urgência de mudanças nas políticas de segurança pública e no enfrentamento ao racismo institucional.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
O ministério cobrou apuração rigorosa, célere e transparente dos fatos e exigiu a responsabilização de todos os envolvidos, destacando que a vida de Guilherme foi interrompida de forma brutal por um agente do Estado que deveria zelar pela proteção da população.
Em nota pública, o ministério afirmou que a atuação policial precisa ser pautada pelo respeito inegociável aos direitos humanos, com foco na garantia da vida e não em sua violação. A pasta defende a implementação de formações continuadas em direitos humanos para os policiais, com formação antirracista como diretriz central.
Para a pasta, o caso de Guilherme expõe a persistência do racismo institucional nas estruturas de segurança pública brasileiras e a urgência de medidas concretas para impedir que a cor da pele continue a ser determinante para o risco de morte.
O caso
Guilherme foi morto com um tiro na cabeça disparado pelo policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, que atua no 12º Batalhão da Polícia Militar de São Paulo. O crime aconteceu na Estrada Ecoturística de Parelheiros, enquanto o jovem que trabalhava como marceneiro voltava do trabalho.
O trabalhador havia encerrado o expediente sete minutos antes e corria para alcançar o ônibus. Carregava marmita, talheres, uma bíblia e o uniforme da empresa quando foi alvejado. O policial alegou tê-lo confundido com um assaltante.
Fábio Almeida foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas liberado após o pagamento de fiança. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que ele foi afastado do serviço operacional. A investigação está sob responsabilidade do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).