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Ministério dos Direitos Humanos cobra formação antirracista para policiais após assassinato de jovem negro em SP

Em nota oficial, MDHC classifica como "brutal" a morte de Guilherme Dias, 26 anos, alvejado por um Policial Militar, e exige apuração rigorosa do caso
O policial militar Fábio Almeida, que alegou ter assassinado por engano o jovem negro Guilherme Ferreira.

O policial militar Fábio Almeida, que alegou ter assassinado por engano o jovem negro Guilherme Ferreira.

— Reprodução/Redes Sociais

10 de julho de 2025

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) se manifestou sobre o assassinato de Guilherme Dias Santos Ferreira, jovem negro de 26 anos, morto por um policial militar fora de serviço em 4 de julho de 2025, na Zona Sul de São Paulo. 

A pasta expressou solidariedade à família da vítima e afirmou que o caso reforça a urgência de mudanças nas políticas de segurança pública e no enfrentamento ao racismo institucional.

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O ministério cobrou apuração rigorosa, célere e transparente dos fatos e exigiu a responsabilização de todos os envolvidos, destacando que a vida de Guilherme foi interrompida de forma brutal por um agente do Estado que deveria zelar pela proteção da população.

Em nota pública, o ministério afirmou que a atuação policial precisa ser pautada pelo respeito inegociável aos direitos humanos, com foco na garantia da vida e não em sua violação. A pasta defende a implementação de formações continuadas em direitos humanos para os policiais, com formação antirracista como diretriz central.

Para a pasta, o caso de Guilherme expõe a persistência do racismo institucional nas estruturas de segurança pública brasileiras e a urgência de medidas concretas para impedir que a cor da pele continue a ser determinante para o risco de morte.

O caso

Guilherme foi morto com um tiro na cabeça disparado pelo policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, que atua no 12º Batalhão da Polícia Militar de São Paulo. O crime aconteceu na Estrada Ecoturística de Parelheiros, enquanto o jovem que trabalhava como marceneiro voltava do trabalho.

O trabalhador  havia encerrado o expediente sete minutos antes e corria para alcançar o ônibus. Carregava marmita, talheres, uma bíblia e o uniforme da empresa quando foi alvejado. O policial alegou tê-lo confundido com um assaltante.

Fábio Almeida foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas liberado após o pagamento de fiança. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que ele foi afastado do serviço operacional. A investigação está sob responsabilidade do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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