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PT cria comissão nacional para validar candidaturas negras e indígenas

Comissão nacional utilizará exclusivamente critérios fenotípicos para as candidaturas negras do partido
Imagem mostra uma pessoa digitando na urna eletrônica.

Imagem mostra uma pessoa digitando na urna eletrônica.

— TSE

22 de maio de 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou, na quarta-feira (20), a criação da Comissão Nacional de Heteroidentificação Racial e de Verificação de Pertencimento Étnico para a validação de candidaturas negras e indígenas nas eleições de 2026.

O instrumento, que analisará a autodeclaração racial dos postulantes, é a primeira iniciativa do gênero e busca fortalecer a política de ações afirmativas da legenda. O grupo terá atuação nacional e centralizará as conferências de todas as candidaturas do partido no país. 

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De acordo com o PT, a Câmara racial contará com 13 integrantes, duas bancas principais compostas por cinco membros cada e uma comissão recursal com três participantes, para a reavaliação dos casos. O grupo para a averiguação dos políticos indígenas terá oito membros, sendo cinco nas bancas principais e três nas recursais. 

Leia mais: MPF recomenda criação de comissões de heteroidentificação em instituições privadas de ensino superior

Para as pessoas negras, a comissão utilizará exclusivamente critérios fenotípicos, vedando a avaliação de ancestralidade genética e de documentos anteriores. Já para os indígenas, a verificação se baseará em documentação que comprove o vínculo étnico-comunitário, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

Em entrevista à Alma Preta, o secretário nacional de Combate ao Racismo do PT, Tiago Soares, explica que a medida é resultado da luta dos militantes do movimento negro, dos filiados e das articulações antirracistas. 

“O partido teve a sensibilidade de compreender. Aprovamos no Congresso Nacional, sob a égide da Resolução Benedita da Silva, e agora, em caráter pedagógico de afirmação das políticas públicas de ação afirmativa”, destacou. 

Leia mais: ‘Quero votar em preto’ exibe candidaturas negras para todas as cidades do Brasil

Soares ressalta que esta é a primeira vez no Brasil em que um partido cria um mecanismo de heteroidentificação para as candidaturas. Ele também recorda que a legenda foi pioneira em implementar as cotas raciais no país. 

“Primeiro será uma comissão nacionalizada e, após as próximas eleições, a ideia é descentralizar os estados. Estamos muito contentes e desafiados com essa iniciativa que nos coloca no protagonismo da disputa eleitoral”, completa o secretário.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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