PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

STF derruba proibição de abordagem sobre gênero nas escolas

Decisão unânime do STF derruba leis de três municípios que proibiam a abordagem de gênero e orientação sexual nas escolas
Sessão plenária no Supremo Tribunal Federal (STF), em 15 de outubro de 2025.

Sessão plenária no Supremo Tribunal Federal (STF), em 15 de outubro de 2025.

— Reprodução/Luiz Silveira/STF

16 de outubro de 2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, na última quarta-feira (15), legislações das cidades de Tubarão (SC), Petrolina (PE) e Garanhuns (PE) que proibiam a abordagem de temas relacionados a questões de gênero nas escolas.

O colegiado julgou as Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 466 e 522, protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

As ações questionavam a proibição da inclusão dos termos “gênero”, “orientação sexual” ou sinônimos na política municipal de ensino, no currículo escolar, nas disciplinas obrigatórias, nos espaços lúdicos e nos materiais didáticos. 

As legislações referidas vetaram o ensino de gênero em disciplinas obrigatórias, em materiais didáticos e nos espaços escolares. Em Petrolina, a norma vetou a permanência de livros sobre o tema nas bibliotecas escolares dos municípios. 

O Plenário decidiu, de modo unânime, que as leis municipais violam a competência privativa da União, para estabelecer normas gerais sobre educação, além de veicularem conteúdo discriminatório.

Para os ministros, a proibição do tema configura violação dos valores constitucionais da educação e da liberdade de ensinar e aprender.

O ministro e presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que o Estado tem a obrigação de garantir um ambiente de ensino plural, democrático e de acolhimento das diferenças.

“Não há verdadeira educação quando o medo substitui a reflexão. Não há emancipação pela educação quando a liberdade de ensinar dos professores e professoras não é assegurada”, declarou.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano