Nesta terça-feira (10), Israel iniciou o processo de deportação dos ativistas da embarcação Madleen, detidos por militares israelenses enquanto tentavam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, navegando por águas internacionais.
O veleiro havia partido da Itália no início do mês, com destino à costa de Gaza. Com 12 ativistas de diferentes países a bordo, incluindo o brasileiro Thiago Ávilla, a sueca Greta Thunberg e a eurodeputada franco-palestina Rima Hassan, o barco pretendia levar alimentos e medicamentos aos palestinos.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Em nota publicada no X (antigo Twitter), o Itamaraty informou que Thiago Ávilla estava no aeroporto de Tel Aviv, acompanhado de funcionários da Embaixada do Brasil, aguardando o voo de retorno ao país.
“A secretária-geral confirmou a chegada de Thiago Ávilla ao aeroporto de Tel Aviv, de onde ele retornará ao Brasil. A nota também assegura que há funcionários da Embaixada do Brasil no local para garantir que o ativista receba tratamento digno e tenha seus direitos respeitados”, diz o comunicado.
A Secretária-Geral confirmou a chegada de Thiago Ávila ao aeroporto de Tel Aviv, de onde retornará ao Brasil. Assegurou a presença de funcionários da Embaixada do Brasil no aeroporto para garantir que o brasileiro receba tratamento digno e tenha seus direitos observados.
— Itamaraty Brasil 🇧🇷 (@ItamaratyGovBr) June 9, 2025
A ativista Greta Thunberg também foi repatriada e já deixou o território israelense. Em entrevista à AFP, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, a sueca declarou que o grupo não violou nenhuma lei.
“Fomos sequestrados em águas internacionais e levados contra a nossa vontade para Israel. Não infringimos nenhuma lei. Não fizemos nada de errado”, afirmou a ativista.