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Câmara avalia proibir medidas alternativas em casos de racismo

Projeto de lei da deputada federal Benedita da Silva pretende vetar acordos de persecução e transação penal em processos por racismo
A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), autora do PL 2559/2022, no dia 14 de agosto de 2025.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), autora do PL 2559/2022, no dia 14 de agosto de 2025.

— Bruno Spada/Câmara dos Deputados

25 de agosto de 2025

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) n.º 2559/2022 que busca proibir a aplicação de medidas alternativas em processos judiciais por crimes de racismo. 

A proposta foi originalmente apresentada pela deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e aprovada na forma de um texto substitutivo pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial.

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O texto legislativo determina a suspensão de medidas como o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), um instrumento pré-processual onde o Ministério Público pode, em casos de crimes sem violência ou grave ameaça, propor ao investigado confesso o cumprimento de condições como pagamento de multa ou prestação de serviços. 

A proposição também veda a aplicação da transação penal, medida na qual o acusado aceita cumprir pena de maneira imediata, sem ter sido condenado, visando o arquivamento do processo; e a suspensão condicional do processo, benefício no qual o acusado tem a punição extinta ao cumprir as condições impostas em juízo.

No parecer da Comissão, a deputada e relatora do projeto, Erika Kokay (PT-DF), recomendou a aprovação e destacou que a vedação de acordo de não persecução penal já é praticada em casos de violência doméstica, familiar ou contra a mulher. 

A parlamentar ressaltou a importância de endurecer os instrumentos legislativos para a devida responsabilização de pessoas denunciadas por racismo e defendeu que o projeto é uma importante ferramenta para o enfrentamento do racismo.

“Não se trata de desvalorizar as políticas de desencarceramento implícitas nas despenalizações previstas em lei, mas sim de reconhecer a especificidade atual e histórica dos crimes de racismo”, declarou.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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