‘Clubinho de Leitura’: Iniciativa promove cultura negra nas escolas do Rio

Instituto Pretos Novos leva 1.200 alunos da rede municipal para atividades de letramento racial e educação patrimonial no Circuito da Herança Africana
Uma criança negra lendo um livro.

Uma criança negra lendo um livro.

— Reprodução/Freepik

1 de setembro de 2025

O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), localizado na Gamboa, região portuária do Rio de Janeiro, inicia em outubro o projeto Clubinho de Leitura, voltado para estudantes da rede municipal de ensino. A ação atenderá 1.200 alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I e II até o final de 2025, com atividades que integram literatura, identidade racial e educação patrimonial.

O objetivo é estimular o hábito da leitura e fortalecer a valorização da história e cultura dos povos negros e originários. As crianças participarão de encontros com escritores e contadores de histórias, além de vivências lúdicas de educação étnico-racial.

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As inscrições começam em 1º de outubro e devem ser feitas pelas escolas interessadas por meio do e-mail [email protected]. Após a inscrição, as unidades receberão mensagem dos organizadores para o agendamento. As atividades ocorrerão sempre às terças-feiras, até a primeira quinzena de dezembro, em sala de aula e na galeria do IPN.

Apoio institucional e cultural

A iniciativa conta com patrocínio da empresa VLT Carioca e do Grupo L’Oréal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei ISS), que permite a destinação de parte do tributo municipal para o financiamento de projetos culturais na cidade.

Para Merced Guimarães dos Anjos, diretora-presidente do IPN, o Clubinho representa um marco na construção da infância. “O Clubinho do Livro trabalha o letramento racial para que, desde pequenos, eles aprendam a ser antirracistas e tolerantes com as diferenças culturais e religiosas”, segundo a Agência Brasil.

A programação inclui visita guiada ao Circuito da Herança Africana, que abrange o Cais do Valongo, a Praça da Harmonia, o Museu da História e da Cultura Afro-brasileira (MUHCAB) e o próprio IPN. Para garantir a participação, serão disponibilizados 20 ônibus que transportarão os estudantes das escolas até a região portuária.

Durante o percurso, os alunos também terão acesso a atividades de contação de histórias conduzidas por arte-educadores capacitados, reforçando a experiência educativa e cultural.


Texto com informações da Agência Brasil.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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