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Deputado negro é agredido pela Guarda Municipal do Rio durante desocupação

Em entrevista à Alma Preta, o deputado estadual Josemar Pinheiro (PSOL-RJ) conta que foi agredido com spray de pimenta enquanto tentava mediar uma ação de desocupação truculenta
O deputado estadual Josemar Pinheiro (PSOL-RJ).

O deputado estadual Josemar Pinheiro (PSOL-RJ).

— Reprodução/PSOL

8 de setembro de 2025

O deputado estadual Josemar Pinheiro de Carvalho (PSOL-RJ) denunciou, no domingo (7), ter sofrido agressões da Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio), durante uma manifestação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) na capital fluminense. 

No ato, que integrou a campanha nacional por moradia popular, cerca de 120 famílias ocuparam um imóvel abandonado da União, no centro da capital fluminense, reivindicando o direito à moradia digna. Segundo o MLB, agentes da GM-Rio e da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) realizaram uma violenta ação de desocupação contra os manifestantes. 

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Em entrevista à Alma Preta, o deputado estadual informou que havia sido convocado à manifestação para garantir que não haveria violação de direitos por parte das forças de segurança. 

Josemar Pinheiro relata que, ao tentar realizar a mediação da ação, foi abordado com truculência pelos guardas municipais e impedido de se aproximar do local. Além de empurrá-lo, um guarda disparou spray de pimenta muito próximo ao seu rosto.  “Eu fui agredido com empurrões, puxado pelo meu terno, e também fui agredido com um spray de pimenta perto dos meus olhos, a menos de 30 centímetros”, relata.

De acordo com o deputado, a operação de desocupação utilizou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os presentes na ocupação, incluindo crianças. 

“O meu papel ali foi mediar esse conflito. Infelizmente, o que aconteceu foi uma desocupação organizada pelo governador e pela polícia, com a sua tropa de choque, sem grandes diálogos”, conta.

Pinheiro aponta que o imóvel ocupado pertence à Secretaria de Patrimônio da União e havia sido destinado ao Minha Casa Minha Vida. Na avaliação do parlamentar, o caso evidencia uma tentativa de intimidação da gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD) contra a população e os mandatos presentes na mobilização. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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