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Brasil registra 1,6 milhão de crianças e adolescentes em trabalho infantil; jovens negros são maioria

Pesquisa do IBGE aponta que 66,% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são negras
Uma criança colhe café no departamento de El Paraíso, em Tegucigalpa, Honduras, 20 de dezembro de 2010.

Uma criança colhe café no departamento de El Paraíso, em Tegucigalpa, Honduras, 20 de dezembro de 2010.

— Orlando Sierra/AFP

19 de setembro de 2025

Em 2024, o país tinha 1,65 milhão de crianças e adolescentes, entre cinco e 17 anos, em situação de trabalho infantil. As informações são da edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19).

O número é 0,1 ponto percentual acima do registrado em 2023, com 34 mil jovens a mais nessas condições. Apesar do aumento, considerando a série histórica analisada, que inicia em 2016, o índice apresentou uma queda de 21,4%.

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Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho infantil é aquele que é perigoso e prejudicial para a saúde e o desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças, interferindo na sua escolarização. Também são consideradas as atividades laborais informais e com jornadas excessivas.

Embora representem 59,7% da população de cinco a 17 anos, pretos e pardos corresponderam a 66,0% dos casos, o equivalente a dois terços do total. Brancos somaram 39,4% dos registros.

Cerca de 54,1% das crianças e adolescentes realizavam afazeres domésticos ou tarefas de cuidado de pessoas, e mais de 88,8% eram estudantes. A faixa etária de 16 e 17 anos foi apontada como a que mais reúne jovens em situação de trabalho infantil, com 15,3%.

A pesquisa ressalta que os homens foram os mais afetados, representando 66% dos “trabalhadores infantis”, mesmo sendo minoria entre a população geral de cinco a 17 anos (51,2%).

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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