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Após massacre no Rio, movimento negro convoca protesto contra violência de Estado

Ato será realizado na sexta-feira (31), com concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista
Moradores protestam na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 2025.

Moradores protestam na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 2025.

— Pablo Porciuncula/AFP

29 de outubro de 2025

A Coalizão Negra Por Direitos convoca uma manifestação para a sexta-feira (31) em São Paulo contra a violência policial, após o massacre mais letal da história do estado do Rio de Janeiro. A concentração do ato será no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, às 18h.

Mais de 120 pessoas foram mortas na operação deflagrada pelas polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense, na última terça-feira (28).

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De acordo com informações da Polícia Civil, cerca de 2,5 mil agentes, incluindo efetivos do Comando de Operações Especiais (COE), unidades operacionais da PM e delegacias especializadas, participaram da ação.

O ato reivindica a prisão do governador Cláudio Castro (PL), apontado pelos movimentos sociais como responsável direto pelo massacre, e a responsabilização do comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro. 

A coalizão também denuncia o abuso das autoridades e violação dos direitos dos moradores das favelas, que tiveram o direito de ir e vir afetado e suas casas invadidas pelos policiais.

A articulação considera que a operação representa uma expressão da política genocida e racista que há décadas estrutura o modelo de segurança pública no país.

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  • Thayná Santana

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