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Roda Cultural Canta Teresa recebe Prêmio Marielle Franco no Rio de Janeiro

Iniciativa completa dez anos e é destaque na promoção de direitos humanos por meio da cultura e incentivo ao protagonismo feminino, negro e da comunidade LGTQIAPN+
Edição da Roda Cultural Canta Teresa no Rio de Janeiro em maio de 2025.

Edição da Roda Cultural Canta Teresa no Rio de Janeiro em maio de 2025.

— Reprodução/Rayane Proença

30 de novembro de 2025

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, na quarta-feira (26), o Projeto de Resolução nº 1650/2025, que concede o Prêmio Marielle Franco à Roda Cultural Canta Teresa, na capital fluminense. A proposta é de autoria da deputada estadual (PSOL-RJ) Dani Monteiro, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Hip-Hop.

Completando dez anos em novembro, a iniciativa tornou-se referência na cena cultural carioca ao promover a participação de mulheres, além do protagonismo negro e da população LGBTQIAPN+ no hip-hop. 

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Idealizada por Camila Cattoi, a roda já integrou eventos nacionais e internacionais, incluindo o G20, e contribuiu para a formação de novos talentos da periferia.

De acordo com a justificativa do projeto, a Canta Teresa influenciou a criação de outras atividades culturais no Rio. 

“Foi a primeira roda cultural do bairro e tornou-se referência para a criação de outras rodas culturais no Rio de Janeiro, consolidando-se como espaço de promoção dos direitos humanos por meio da cultura”, afirma o texto.

A roda também se destaca por ser uma das primeiras iniciativas de cogestão feminina no Estado. Entre suas ações sociais está a campanha Mana Melhor, voltada ao combate à pobreza menstrual, por meio da arrecadação e distribuição de absorventes, roupas e itens de higiene para mulheres em situação de rua na Lapa, Glória e arredores.

Para a deputada Dani Monteiro, a aprovação do prêmio representa um marco para a cultura e os direitos humanos. 

“A Canta Teresa transformou Santa Teresa e seu entorno num território de resistência, criatividade e de afeto. É um espaço onde a cultura não é apenas entretenimento, é dignidade e chão firma para construção de um futuro vivo. Onde mulheres, pretos, favelados e a comunidade LGBT encontram voz e protagonismo. Celebrar uma década com o Prêmio Marielle Franco é reconhecer, mais uma vez, que o hip-hop é instrumento fundamental de política pública e cidadania”, destacou em comunicado à imprensa.

O espaço também promove rodas de conversa e oficinas de formação sobre enfrentamento à violência de gênero, valorização da diversidade e combate ao racismo.

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  • Thayná Santana

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