O longa-metragem “De tudo que eu poderia te deixar”, classificado como comédia infantojuvenil, retrata a história de um jovem cineasta negro da periferia que tenta realizar um filme em meio a limitações econômicas e tensões sociais. Produzido pela Frame7 Cinema, o filme tem estreia prevista para o segundo semestre de 2026.
Dirigido por Beto Oliveira, o enredo acompanha Jeferson, interpretado por Cícero Lucas, ator de “Marte Um”. Morador de uma comunidade, o personagem produz filmes de forma independente desde a adolescência, exibidos em um cineclube comunitário.
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O filme aborda temas como racismo estrutural no cinema brasileiro, acesso a recursos, desigualdade social, legitimidade autoral e circulação de obras realizadas por realizadores negros.
Ao longo da narrativa, Jeferson lida com a falta de reconhecimento de seu trabalho, os desafios de produzir um filme em contexto elitista e a urgência de manter um emprego formal para contribuir com a renda familiar.
A trama avança quando um acidente de carro leva à comunidade a personagem Any Star, interpretada por Laura Rauseo, influenciadora conhecida nas redes sociais. A chegada desencadeia conflitos como suspeita de sequestro, investigação policial, exposição midiática e a tentativa dos moradores de transformar o encontro em um filme coletivo.
A partir desse cenário, o passado e o presente do cinema se articulam na narrativa, levando os personagens a reflexões sobre si mesmos e a criação coletiva, mostrando a visão da juventude sobre o futuro do cinema brasileiro.
O elenco reúne nomes do cinema brasileiro como Becky Moreira, que interpreta Adélia, irmã de Jeferson, além de Gilda Nomacce (“Enterre Seus Mortos”), Darlan Cunha (“Cidade de Deus”), Ary França (“Durval Discos”) e Nizo Neto (“O Prefeito”).
Também integram o filme Cacá, interpretado por Higor Valim; Glauber, vivido por Kauê Fernandes; Silvia, interpretada por Giulia Nassa; e Éder, vivido por Iarley Rocha.
O argumento do longa integrou a seleção de projetos desenvolvidos no Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para o Audiovisual (LANANI), em 2021. A iniciativa é voltada para ampliar o acesso de autores negros e indígenas no setor e promover a diversidade na criação artística no mercado audiovisual.
Confira o trailer oficial: