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Governo Lula cria fórum para combater violência contra mulheres em situação de rua

Espaço reúne governo e sociedade civil para propor políticas de proteção, produzir dados e acompanhar ações voltadas a um dos grupos mais vulneráveis no país
Acampamento de pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo.

Acampamento de pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo.

— Rovena Rosa/Agência Brasil

30 de janeiro de 2026

O Governo Federal instituiu o Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres em Situação de Rua ou Trajetória de Rua em sua Diversidade. A iniciativa é conduzida pelo Ministério das Mulheres e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

O fórum tem caráter consultivo e composição paritária entre governo e sociedade civil. Segundo o governo, a missão é promover o diálogo intersetorial, a integração de ações e o fortalecimento de estratégias de prevenção e enfrentamento à violência. O foco são mulheres em situação de rua ou em trajetória de rua, consideradas em suas múltiplas diversidades.

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Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a criação do fórum reconhece uma realidade historicamente invisibilizada. 

“As mulheres em situação de rua enfrentam múltiplas formas de violência, agravadas por desigualdades de gênero, raça, classe e acesso a direitos. O Fórum nasce como um espaço de escuta qualificada, construção coletiva e compromisso do Estado com a proteção dessas vidas”, afirmou em comunicado ministerial.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, também destacou a necessidade de um olhar específico. 

“As mulheres em situação de rua estão submetidas a múltiplas violências de forma mais recorrente porque nossas cidades são hostis a elas. Por isso, nossos ministérios dialogam com essas mulheres para a construção de políticas públicas que possam contribuir para que saiam de situações de vulnerabilidade e encerrem ciclos de violência que as fazem vítimas do feminicídio“, disse.

Competências e atribuições previstas

Entre as competências do fórum estão a proposição de diretrizes e ações integradas e o aprimoramento da Rede de Atendimento e Proteção às Mulheres em Situação de Violência. O grupo também terá a atribuição de produzir estudos e dados sobre o tema e de acompanhar e avaliar as políticas públicas existentes.

O plano de trabalho inclui a realização de campanhas educativas e ações de sensibilização da sociedade. Outra frente prevista é o incentivo à divulgação e à qualificação dos canais de denúncia disponíveis para essas mulheres.

A composição do fórum terá representantes dos dois ministérios condutores e da sociedade civil. A representação civil incluirá mulheres em situação de rua ou trajetória de rua, com atenção à representação regional, além de organizações e coletivos que atuam de forma sistemática com esse público.

A coordenação será exercida de forma alternada entre o Ministério das Mulheres e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com início pela primeira pasta. O fórum terá duração inicial de dois anos, prazo que pode ser prorrogado por igual período. O grupo se reunirá de forma ordinária duas vezes ao ano, com a possibilidade de reuniões extraordinárias. Ao final de cada ano, um relatório de atividades será apresentado às autoridades dos ministérios.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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