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Chefe interina da MONUSCO visita Goma para apoiar monitoramento de cessar-fogo na RD Congo

Vivian van de Perre desembarcou no aeroporto da cidade após retomada do acesso aéreo e inicia articulações para viabilizar mecanismo de verificação previsto pelo Conselho de Segurança
A chefe interina da Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO), Vivian van de Perre, desembarca no aeroporto de Goma, na RD Congo.

A chefe interina da Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO), Vivian van de Perre, desembarca no aeroporto de Goma, na RD Congo.

— Reprodução/MONUSCO

12 de fevereiro de 2026

A chefe interina da Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO), Vivian van de Perre, desembarcou nesta semana no Aeroporto de Goma, capital da província de Kivu do Norte. A visita ocorre após consultas com as autoridades nacionais congolesas e integra os preparativos da Missão para apoiar a verificação e o monitoramento do cessar-fogo no país.

O pouso representa um marco operacional. O acesso aéreo à cidade estava interrompido desde janeiro de 2025. Van de Perre estava a bordo da última aeronave a aterrissar em Goma antes da suspensão dos voos. 

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“Hoje, estou a bordo do primeiro avião a pousar novamente aqui. Espero que este seja o início da reabertura gradual do aeroporto, em benefício da população”, declarou, segundo nota da MONUSCO.

A atuação da MONUSCO na verificação do cessar-fogo tem base na Resolução 2808, adotada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2025. O texto autoriza expressamente a Missão a prestar apoio técnico e logístico à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), por meio do Mecanismo Ampliado Conjunto de Verificação Plus (EJVM+).

Van de Perre afirmou que sua ida a Goma tem o objetivo de apoiar os preparativos para o monitoramento do cessar-fogo, em estreita coordenação com a arquitetura já estabelecida, que inclui o EJVM+. 

“Vou a Goma para apoiar os preparativos para o monitoramento e a verificação do cessar-fogo, em estreita coordenação com a arquitetura de cessar-fogo estabelecida, incluindo o EJVM+”, disse.

Condições operacionais são exigidas para monitoramento efetivo

A Missão reiterou que sua atuação ocorrerá dentro dos limites do mandato conferido pelo Conselho de Segurança e com pleno respeito à soberania da República Democrática do Congo. A MONUSCO também enfatizou que o monitoramento efetivo depende de condições adequadas no terreno.

Entre os requisitos listados estão a liberdade de movimento, acesso previsível, garantias de segurança para as equipes de monitoramento, corredores operacionais confiáveis e sistemas de comunicação em funcionamento. A ausência dessas condições compromete a credibilidade do processo de verificação.

A MONUSCO informou que o suporte ao cessar-fogo será implementado de maneira faseada e gradual. O avanço das atividades dependerá da confirmação de arranjos no âmbito da arquitetura acordada entre as partes e da existência de garantias de segurança para o pessoal e os bens da ONU.

A Missão não informou prazos nem detalhou o cronograma das próximas etapas. A reabertura do aeroporto de Goma, no entanto, é considerada um primeiro passo necessário para a retomada plena das operações.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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