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Letalidade policial sobe 133% na região metropolitana do Rio de Janeiro em 2025

Relatório do Instituto Fogo Cruzado indica que, desde o início do mandato de Cláudio Castro (PL), foram registradas 265 chacinas; 70% ocorreram em ações policiais
Mulher segura cartaz escrito “Não foi operação, foi assassinato”.

Mulher segura cartaz escrito “Não foi operação, foi assassinato”.

— Reprodução/Valter Campanato/Agência Brasil

26 de fevereiro de 2026

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou, em 2025, um aumento de 133% nos casos de letalidade policial. A informação é de um levantamento publicado nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Fogo Cruzado.

No período analisado, foram registradas 31 chacinas policiais na região metropolitana, que resultaram em 231 mortes. São consideradas chacinas as ocorrências com três ou mais óbitos em ações policiais. Entre as mais de 1,7 mil pessoas baleadas, cerca de 54% foram atingidas em operações da polícia. Destas, 460 morreram, um aumento de 52% em relação ao ano anterior. 

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O estudo indica que a violência armada na região apresentou uma redução de aproximadamente 2,5 mil casos para 2,3 mil. No entanto, 39% dos tiroteios ocorridos em 2025 tiveram participação policial, maior índice desde o início da série histórica, em 2017.

Do total de 7.386 escolas e creches públicas e privadas nos municípios da Região Metropolitana fluminense, 1.104 foram afetadas por tiroteios em seu entorno. Destas, 50% foram atingidas em confrontos com participação policial. O estudo destaca que os dados reforçam como a dinâmica das operações interfere diretamente na rotina escolar das unidades de ensino. 

O relatório ainda indica que, desde que Cláudio Castro (PL) assumiu o governo do Rio de Janeiro, em agosto de 2020, foram listadas 265 chacinas na região metropolitana do Rio, das quais 70% ocorreram durante ações da polícia.

O coordenador regional do Fogo Cruzado no Rio de Janeiro, Carlos Nhanga, acredita que os números evidenciam o uso da letalidade policial como política de segurança do Estado. 

“O Estado continua sendo um dos principais motores da violência armada que afirma combater. A política do confronto não protege a população, não desmonta estruturas criminosas e ainda amplia o risco para quem vive e circula em áreas mais vulneráveis. Essa estratégia há anos se mostra ineficiente”, enfatiza em trecho do relatório.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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