Representantes da sociedade civil brasileira participam da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), realizada de 9 a 19 de março, na sede das Nações Unidas, em Nova York. A delegação leva ao encontro o debate sobre a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão do Estado.
A conferência é o principal espaço intergovernamental global dedicado à promoção da igualdade de gênero. O encontro reúne Estados-membros, organismos internacionais e organizações da sociedade civil para debater políticas públicas, apresentar avanços e negociar compromissos internacionais.
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Nesta edição, os debates terão como foco garantir e fortalecer o acesso à justiça para mulheres e meninas, além da participação política, do enfrentamento às violências e do empoderamento de mulheres idosas.
A participação brasileira ocorre no contexto da mobilização nacional Maré de PLs – Cotas na Gestão Pública, iniciativa que propõe ampliar a presença de mulheres, especialmente mulheres negras, em cargos estratégicos da administração pública.
Entre as participantes está Victoria Sonnenberg, cientista política e diretora do Instituto Foz, organização parceira da Rede A Ponte na construção da agenda da Maré de PLs. Ela integra a delegação da sociedade civil que acompanha a conferência, conduzida pelo Ministério das Mulheres.
Para as organizações envolvidas na mobilização, o debate internacional dialoga diretamente com a discussão brasileira sobre a democratização das estruturas de poder no Executivo. “Esse é um debate central para a democracia e para a construção de políticas públicas que respondam às desigualdades que ainda marcam a sociedade”, afirma Victoria Sonnenberg.
As conclusões acordadas ao final da sessão orientam compromissos internacionais e influenciam a formulação de políticas públicas nos países-membros.
Além de levar esse debate, a delegação também apresenta o Manifesto Maré de PLs – Cotas na Gestão Pública, lançado em fevereiro. O documento reúne organizações da sociedade civil e lideranças políticas em defesa da adoção de ações afirmativas para democratizar a composição da administração pública e enfrentar desigualdades estruturais de gênero e raça.