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Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

Documento elaborado por 25 ministérios estabelece diretrizes para cumprir compromissos do Acordo de Paris e orienta políticas de mitigação e adaptação em 24 setores para alcançar neutralidade climática até 2050
Apresentação do Plano Clima durante Coletiva no Palácio do Governo, em Brasília (DF), em 16 de março de 2026.

Apresentação do Plano Clima durante Coletiva no Palácio do Governo, em Brasília (DF), em 16 de março de 2026.

— Fernando Donasci/MMA

17 de março de 2026

O governo federal lançou nesta segunda-feira (16) o Plano Nacional sobre Mudança do Clima – Plano Clima, instrumento que define as diretrizes da política climática brasileira até 2035. 

O anúncio ocorreu em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após aprovação das Estratégias Transversais para Ação Climática pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM).

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A elaboração do documento durou três anos e contou com a participação de 25 ministérios, sob coordenação da Casa Civil e dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O lançamento preenche uma lacuna de 17 anos desde a publicação da primeira versão do plano, em 2008.

O plano estabelece o roteiro para implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no Acordo de Paris.

O país se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% das emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em relação a 2005 e atingir a neutralidade climática até 2050, além de fortalecer a resiliência de territórios, populações e setores produtivos.

O governo prevê que o instrumento seja continuamente aprimorado, com avaliações a cada dois anos e revisões estruturais a cada quatro anos. 

O processo permitirá acompanhar a implementação e corrigir rotas, garantindo que o Plano Clima permaneça alinhado aos desafios da agenda climática global e às necessidades de desenvolvimento do país.

Eixos estruturais

O Plano Clima se organiza em três eixos complementares. O eixo de mitigação reúne oito planos setoriais com metas para reduzir emissões em áreas estratégicas da economia. 

O eixo de adaptação define 16 planos setoriais e temáticos voltados ao fortalecimento da resiliência da sociedade brasileira diante dos impactos climáticos.

O terceiro eixo, de Estratégias Transversais para Ação Climática, aborda temas como transição justa, justiça climática, financiamento, educação, pesquisa, inovação, monitoramento e transparência. 

Também contempla a agenda de mulheres e clima, com medidas para ampliar a participação feminina na formulação e implementação de políticas climáticas.

As medidas de adaptação seguem os princípios da justiça climática e priorizam soluções para populações em situação de vulnerabilidade, reconhecendo que os efeitos da mudança do clima são desiguais. Ao todo, são 312 metas setoriais a serem implementadas por meio de mais de 800 ações.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o plano coloca as pessoas no centro da política de enfrentamento à mudança do clima. 


“Reduzir emissões de gases-estufa e construir a resiliência das cidades e ecossistemas naturais aos seus impactos significa proteger a vida de quem já sofre com as chuvas, as secas e as ondas de calor extremas”, afirmou.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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