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Banco Central da RD Congo anuncia nova tentativa de proibir uso do dólar

Medida prevê restrição a partir de 2027 e busca conter lavagem de dinheiro e fortalecer o franco congolês em meio à perda de confiança na moeda local
O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente da RD Congo, Félix Tshisekedi (à esquerda).

O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente da RD Congo, Félix Tshisekedi (à esquerda).

— Andrew Caballero-Reynolds/AFP

10 de abril de 2026

O Banco Central da República Democrática do Congo (BCC) anunciou nesta quinta-feira (9) a proibição do uso de dólares e outras moedas estrangeiras em transações comerciais em espécie no país. A medida entra em vigor em abril de 2027, segundo comunicado do governador da instituição, Andre Wameso.

A partir da data, nenhuma pessoa poderá realizar transações em espécie em moeda estrangeira. Os bancos comerciais também ficarão proibidos de importar fisicamente moeda estrangeira. As transações em outras moedas ocorrerão apenas por meios eletrônicos, mediante operação bancária.

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O Banco Central justificou a medida como parte do “combate ao risco de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”.

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Histórico de desvalorização

O dólar começou a circular na economia congolesa na década de 1990, período em que a inflação atingiu a taxa anual de 2.000%. Atualmente, a maioria das transações acima de 5 dólares (R$ 25,11 em reais) ocorre em moeda americana. 

A população demonstra pouca confiança no franco congolês, moeda local que acumula forte desvalorização.

Em 2010, a cotação era de 920 francos por dólar. Hoje, a moeda local gira em torno de 2.300 francos por dólar. O Banco Central já tentou frear o avanço da moeda americana em outras ocasiões. 

Em 2024, a instituição ordenou que bancos e instituições financeiras configurassem terminais de pagamento eletrônico para aceitar apenas o franco congolês.

A República Democrática do Congo possui uma população superior a 100 milhões de pessoas e figura entre os países mais pobres do mundo, apesar da enorme riqueza mineral. Suas reservas atraem investimentos de China, Estados Unidos e outras nações.


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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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