A relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Ashwini K.P., solicitou a adoção de ações urgentes e coordenadas para o combate ao racismo, à discriminação racial e à xenofobia no esporte.
No documento, a representante da ONU ressalta como a pobreza, os conflitos, a falta de representação e regulamentos discriminatórios impedem o acesso de grupos raciais e étnicos marginalizados ao universo esportivo.
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A relatora destaca que o acesso ao esporte segue marcado por disparidades e desigualdades socioeconômicas que, além de afetarem desproporcionalmente esses grupos, contribuem para a perpetuação de práticas discriminatórias.
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Para Ashwini K.P., as políticas de elegibilidade discriminatórias são baseadas em estereótipos persistentes, que continuam a influenciar a forma como atletas são identificados, selecionados e percebidos nos espaços esportivos.
A porta-voz ainda fez um alerta para o crescimento dos abusos raciais e do discurso de ódio contra atletas e adeptos no mundo digital, reforçando a necessidade da criação de ambientes seguros e inclusivos.
De acordo com o Serviço de Proteção em Mídias Sociais (SMPS) da Federação Internacional de Futebol (FIFA), cerca de 89 mil publicações nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 continham conteúdo abusivo. Dessas, 11% tinham teor racial.
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O relatório conclui que, para combater o racismo e a discriminação estrutural no esporte, é necessário adotar uma abordagem baseada nos direitos humanos e na interseccionalidade, com participação ativa e coordenada dos Estados, das instituições e das entidades esportivas.