A chefe interina da Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO), Vivian van de Perre, desembarcou nesta semana no Aeroporto de Goma, capital da província de Kivu do Norte. A visita ocorre após consultas com as autoridades nacionais congolesas e integra os preparativos da Missão para apoiar a verificação e o monitoramento do cessar-fogo no país.
O pouso representa um marco operacional. O acesso aéreo à cidade estava interrompido desde janeiro de 2025. Van de Perre estava a bordo da última aeronave a aterrissar em Goma antes da suspensão dos voos.
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“Hoje, estou a bordo do primeiro avião a pousar novamente aqui. Espero que este seja o início da reabertura gradual do aeroporto, em benefício da população”, declarou, segundo nota da MONUSCO.
A atuação da MONUSCO na verificação do cessar-fogo tem base na Resolução 2808, adotada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2025. O texto autoriza expressamente a Missão a prestar apoio técnico e logístico à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), por meio do Mecanismo Ampliado Conjunto de Verificação Plus (EJVM+).
Van de Perre afirmou que sua ida a Goma tem o objetivo de apoiar os preparativos para o monitoramento do cessar-fogo, em estreita coordenação com a arquitetura já estabelecida, que inclui o EJVM+.
“Vou a Goma para apoiar os preparativos para o monitoramento e a verificação do cessar-fogo, em estreita coordenação com a arquitetura de cessar-fogo estabelecida, incluindo o EJVM+”, disse.
Condições operacionais são exigidas para monitoramento efetivo
A Missão reiterou que sua atuação ocorrerá dentro dos limites do mandato conferido pelo Conselho de Segurança e com pleno respeito à soberania da República Democrática do Congo. A MONUSCO também enfatizou que o monitoramento efetivo depende de condições adequadas no terreno.
Entre os requisitos listados estão a liberdade de movimento, acesso previsível, garantias de segurança para as equipes de monitoramento, corredores operacionais confiáveis e sistemas de comunicação em funcionamento. A ausência dessas condições compromete a credibilidade do processo de verificação.
A MONUSCO informou que o suporte ao cessar-fogo será implementado de maneira faseada e gradual. O avanço das atividades dependerá da confirmação de arranjos no âmbito da arquitetura acordada entre as partes e da existência de garantias de segurança para o pessoal e os bens da ONU.
A Missão não informou prazos nem detalhou o cronograma das próximas etapas. A reabertura do aeroporto de Goma, no entanto, é considerada um primeiro passo necessário para a retomada plena das operações.