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Por que as bandeiras de diversos países da África são parecidas?

Dos mais de 50 países que compõem a África, pelo menos 13 têm as bandeiras nas cores verde, amarelo e vermelho
Bandeira da Etiópia hasteada, nas cores verde, amarelo e vermelho.

Foto: Freepik

30 de outubro de 2023

A história das cores em comum entre os países africanos tem origem na Etiópia após a vitória contra a tentativa de domínio colonial dos europeus. Dos mais de 50 países africanos, pelo menos 13 têm bandeiras em verde, amarelo e vermelho.

No início do século 18, quase todo o continente africano estava tomado por colonizadores portugueses, alemães, holandeses, italianos, entre outros. Até então, a Etiópia era um dos poucos que conseguiam resistir à invasão violenta dos europeus.

Em 1895, os italianos testaram seu poder de fogo contra os nativos durante alguns meses, sem sucesso. No ano seguinte o exército da Itália deixou o país.

O povo etíope resistiu e milhares de africanos morreram durante a guerra, que ficou conhecida como Batalha de Adwá. O confronto vencido pelos etíopes se tornou símbolo de resistência à colonização e os demais países, que conforme conquistavam sua independência, utilizavam das cores da Etiópia para representar esse momento.

O Imperador da época Menelik II, que era cristão, hasteou a bandeira com as cores que, para ele, representava o arco-íris que Deus colocou no céu após o dilúvio representado na bíblia. Assim, marcou o fim da primeira guerra entre Etiópia e Itália e se tornou referência na luta contra a colonização dos países de África.

As cores das bandeiras africanas têm simbologia parecida em todos os casos, inclusive com a bandeira do Brasil: o verde remete a mata e a esperança dos povos africanos, amarelo representa as riquezas e o ouro que pertence ao continente, enquanto o vermelho homenageia os guerreiros que derramaram sangue e os que perderam a vida durante a batalha.

Os países que usam bandeiras nessas cores são: Benin, Burkina Faso, Camarões, Congo, Etiópia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Senegal e Togo.

  • Patricia Santos

    Jornalista, poeta, fotógrafa e vídeomaker. Moradora do Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, apaixonada por conversas sobre territórios, arte periférica e séries investigativas.

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