A região separatista da Somalilândia negou, na quinta-feira (1º), as alegações do presidente somali, Hassan Sheikh Mohamud, de que teria feito um acordo com o governo israelense para receber palestinos reassentados e que abrigaria uma base militar de Israel em troca do reconhecimento de sua independência pelo país.
Em 26 de dezembro, Israel se tornou o primeiro país a reconhecer a Somalilândia como um “Estado independente e soberano”, o que levou a protestos de diversos países e também milhares de pessoas às ruas de cidades da Somália.
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Na quarta-feira (31), o presidente somali, citando relatórios de inteligência, disse em entrevista à Al Jazeera que a Somalilândia havia teria aceitado três condições de Israel em troca do reconhecimento: o reassentamento de palestinos, o estabelecimento de uma base militar no Golfo de Aden e a adesão a acordos para normalizar os laços com Israel.
Em publicação nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores da Somalilândia negou as duas primeiras condições.
“O governo da República da Somalilândia rejeita firmemente as falsas alegações feitas pelo presidente da Somália alegando o reassentamento de palestinos ou o estabelecimento de bases militares na Somalilândia”, diz a publicação.
Segundo a declaração, o acordo é “puramente diplomático” e as alegações do presidente somali teriam a intenção de “induzir a comunidade internacional ao erro e minar o progresso diplomático da Somalilândia”, acrescentou.

A Somalilândia declarou independência em 1991, estabelecendo eleições, moeda e exército próprios. Apesar disso, o governo do país não é reconhecido internacionalmente.
A localização da região no chamado Chifre da África, ao lado de uma das rotas de navegação comercial mais movimentadas, é considerada estratégica.