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BNDES vai apoiar negócios periféricos no Jardim Ângela, em São Paulo

Iniciativa prevê formação, participação social e repasse de capital semente a empreendimentos da zona sul de São Paulo
Comunidade conhecida como Tupi City, localizada na região do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.

Comunidade conhecida como Tupi City, localizada na região do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.

— Cadu Pinotti/Agência Brasil

21 de fevereiro de 2026

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou parceria com a Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP) para apoiar empreendimentos, coletivos e organizações do Distrito do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. O Programa ANIP BNDES Periferias será executado por A Banca, organização territorial da região, e combina formação continuada, participação social, incidência política e repasse direto de recursos.

A iniciativa integra a agenda BNDES Periferias, que destinou mais de R$ 135 milhões em 2025 para projetos em favelas e comunidades de todo o país, com foco em inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento institucional. 

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Para Marcelo Rocha (DJ Bola), fundador de A Banca, o programa representa um avanço inédito. “Pela primeira vez uma organização da periferia acessa um chamamento nacional do BNDES para executar um programa desse porte. Foi muito suor, muito corre e muito conhecimento acumulado para chegar até aqui”, afirmou em nota à imprensa.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas neste link.

Metodologia e eixos de atuação

O programa estrutura-se em três eixos principais: Rodas de Conversa para troca entre pares e mapeamento de desafios comuns; o fórum “Nada de Nós sem Nós”, espaço de participação social para formulação de propostas; e percursos formativos com transferência direta de recursos.

Na modalidade “Pensando Junto”, iniciativas em estágio inicial recebem formação e capital semente de R$ 1 mil. No percurso “Dando Aquela Força”, voltado a empreendimentos mais consolidados, o aporte chega a R$ 10 mil por iniciativa para investimento em estrutura, equipamentos ou fortalecimento institucional.

“Acreditamos que impacto, quando se fala em periferias, acontece ao conseguirmos romper o ciclo da pobreza financeira. E isso não acontece só com recurso, mas com formação, com troca entre pares, com participação de quem vive o território”, disse DJ Bola.

Cinco frentes prioritárias

Os negócios apoiados serão selecionados dentro de cinco eixos temáticos: empreendimentos liderados por mulheres, iniciativas da economia criativa, negócios de saúde integral (incluindo práticas tradicionais e saberes locais), empreendimentos tradicionais enraizados no território e negócios de impacto socioambiental positivo.

Fabiana Ivo, gestora operacional de A Banca e da ANIP, destacou a arquitetura do programa. “Partimos do entendimento de que políticas de desenvolvimento territorial demandam articulação entre formação, financiamento e participação ativa dos atores envolvidos”, afirmou.

A implementação ocorrerá no Jardim Ângela, distrito da periferia sul paulistano com forte presença de organizações comunitárias e iniciativas produtivas locais. A expectativa é ampliar a autonomia econômica e a sustentabilidade dos negócios enraizados no território.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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