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Guia antirracista ensina a promover inclusão no mercado de trabalho

O guia propõe caminhos para que empresas, instituições públicas e organizações sociais combatam o racismo, machismo e o etarismo em seus ambientes e políticas internas
Uma mulher negra sorrindo e com os braços cruzados. Ela usa uma camisa branca e um blazer preto.

Uma mulher negra sorrindo e com os braços cruzados. Ela usa uma camisa branca e um blazer preto.

— Reprodução/Freepik

10 de agosto de 2025

A Rede MultiAtores MUDE com Elas disponibilizou gratuitamente o “Guia Antirracismo e Antimachismo MUDE com Elas”, um material inédito que sistematiza práticas, reflexões e estratégias voltadas à construção de ambientes de trabalho mais justos, inclusivos e interseccionais. Voltado a empresas, instituições públicas, coletivos, organizações do terceiro setor e lideranças em geral, o guia surge como uma resposta concreta à exclusão histórica de jovens negras no mercado de trabalho brasileiro.

O lançamento do guia ocorre em um cenário marcado por profundas desigualdades. Dados sistematizados pela própria rede revelam que 18,6% das jovens negras entre 14 e 29 anos estão fora do mercado de trabalho, da escola e sem buscar emprego, uma taxa muito superior à de jovens brancas ou homens brancos. Entre as que estão empregadas, 57,9% enfrentam condições precárias de trabalho, e 46,5% atuam na informalidade. Mesmo com ensino superior, mulheres negras ganham, em média, 159% menos que homens brancos na mesma condição.

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O material é dividido em seções temáticas que abordam desde conceitos-chave, como racismo estrutural, interseccionalidade e discriminações cruzadas, até orientações diretas sobre como revisar processos seletivos, repensar práticas institucionais e implementar ações afirmativas. Há também sugestões de dinâmicas de formação, indicadores de monitoramento, ferramentas de autodiagnóstico e estudos de caso, tudo com linguagem acessível e aplicável a diferentes contextos organizacionais.

Diante dessa realidade, o guia propõe que o enfrentamento às desigualdades não seja tratado apenas como uma pauta de diversidade simbólica, mas como parte essencial das estruturas institucionais. A publicação incentiva organizações a mapearem seus próprios processos, identificarem práticas excludentes e construírem políticas internas com base na escuta, na reparação histórica e no protagonismo das mulheres negras, especialmente as jovens.

Outro destaque do guia é o seu caráter pedagógico e político. O material oferece ferramentas de transformação: como fazer recrutamento com justiça racial e de gênero, como garantir acesso à formação e ascensão profissional de mulheres negras, como ouvir e acolher denúncias de racismo e violência institucional, entre outros temas fundamentais. O material também dialoga com experiências da sociedade civil organizada e da luta feminista negra no Brasil.

Acesse aqui o “Guia Antirracismo e Antimachismo MUDE com Elas”.

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