O pastor e ativista pelos direitos civis nos Estados Unidos Jesse Jackson morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos. A informação foi confirmada pela família em comunicado publicado nas redes sociais.
Jackson concorreu duas vezes à indicação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, em 1984 e 1988, e foi próximo de Martin Luther King Jr, um dos principais nomes do movimento pelos direitos civis. Ao longo de sua vida, atuou na defesa da justiça social, da igualdade racial e dos direitos humanos.
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“Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global por liberdade e dignidade”, declarou à família.
Os familiares também evidenciaram a trajetória de liderança e o compromisso político do ativista. “Nosso pai foi um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os esquecidos ao redor do mundo”, afirmou.
A causa da morte não foi informada, mas Jackson enfrentava problemas de saúde nos últimos anos. Em 2017, Jackson anunciou que havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson. Segundo a imprensa estadunidense, ele foi hospitalizado em novembro para observação devido a outra condição neurodegenerativa.
Trajetória marcada pela política e direitos
Nascido em 8 de outubro de 1941, em Greenville, na Carolina do Sul, Jackson participou de momentos centrais da luta por igualdade racial nos Estados Unidos.
Ganhou projeção na década de 1960 como liderança da Southern Christian Leadership Conference, organização fundada por Luther King. Ele também estava ao lado do líder quando este foi assassinado, em 1968, em Memphis.
Ao longo da trajetória, fundou a Operation PUSH, em 1971, e a National Rainbow Coalition, em 1984. As duas organizações foram unificadas em 1996, dando origem à Rainbow PUSH Coalition.
O reverendo deixa a esposa, Jacqueline, os filhos Santita, Jesse Jr., Jonathan, Yusef e Jacqueline, a filha Ashley Jackson e netos.
Com informações da Agence-France Presse (AFP).