No dia 26 de julho, das 10h às 13h, o Resistência Afroliterária promove uma oficina de escrita para mulheres negras a fim de incentivar a produção literária dessa população. O evento acontece no Memorial da Resistência de São Paulo, próximo à estação da Luz, e será mediado pela escritora e poeta finalista do Prêmio Jabuti, Jô Freitas, com 25 participantes previamente selecionadas.
Com duração de três horas, a oficina contará com mediação, leituras, atividades de escrita e discussão de referências da literatura feita por pessoas negras, bem como falar de estratégias para entradas e desenvolvimento no mercado literário, considerando os desafios da interseccionalidade entre raça e gênero. A programação é voltada a mulheres autodeclaradas negras (pretas e pardas) que já escrevem e buscam um espaço de troca, escuta e partilha.
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O projeto também visa combater as desigualdades raciais e de gênero no campo editorial. De acordo com a pesquisa “Entre silêncios e estereótipos: relações raciais na literatura brasileira contemporânea”, da pesquisadora Regina Dalcastagnè, 93,9% dos livros publicados no Brasil são de autoria de pessoas brancas e apenas 2,4% de pessoas não brancas. Além disso, 72,7% dos autores publicados são homens.
A escolha da data está alinhada à celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional do Escritor, ambos comemorados em 25 de julho. Esses marcos inspiraram a criação do que o projeto chama de Dia da Escritora Negra, ampliando o reconhecimento e a valorização da produção literária feita por mulheres negras no Brasil.
As inscrições para a oficina estarão abertas até o dia 10 de julho, por meio deste formulário. A seleção das participantes será feita pela equipe do Resistência Afroliterária entre os dias 11 e 17, e o resultado será divulgado a partir de 18.