PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Plataforma do Greenpeace denuncia área afetadas por garimpos e desmatamentos

Oficina durante o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo abordou como identificar áreas afetadas pelo desmatamento
Desmatamento e queimada próxima à Floresta Nacional Bom Futuro, em Porto Velho, Rondônia, em outubro de 2023.

Desmatamento e queimada próxima à Floresta Nacional Bom Futuro, em Porto Velho, Rondônia, em outubro de 2023.

— Marizilda Cruppe / Greenpeace

14 de julho de 2025

Os caminhos para denunciar crimes ambientais na Amazônia ganharam espaço no domingo (13), último dia da 20ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo.

A oficina com o tema  “Investigando crimes ambientais na Amazônia com sistema de monitoramento remoto do Greenpeace Brasil” apresentou os métodos utilizados pela organização, que há mais de 30 anos atua em defesa do meio ambiente. A discussão contou com a participação de Laís Modelli, coordenadora de imprensa do Greenpeace Brasil, e Nilo D’Avila, pesquisador sênior da instituição.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A palestra apresentou o sistema Papa Alpha Amazônia, criado em 2019 em resposta ao aumento das ameaças aos dados ambientais no Brasil. A ferramenta utiliza radar e imagens de satélite para detectar rapidamente alterações da floresta, permitindo identificar crimes ambientais na Amazônia.

Segundo Modelli, a plataforma já possibilitou investigações e denúncias envolvendo desmatamento, queimadas e garimpo ilegal. “É um avanço a ser comemorado, mas o problema ainda está longe de ser resolvido. Garimpeiros, por exemplo, têm migrado de terras indígenas para unidades de conservação, até mesmo em países vizinhos como o Suriname”, afirmou. 

Ela destacou que, anteriormente, o Greenpeace monitorava apenas três terras indígenas. Hoje, a organização acompanha uma área muito mais ampla da floresta amazônica.

D’Avila destacou que o sistema foi recentemente aprimorado e passou a monitorar também balsas de garimpo nos rios da Amazônia, ampliando a capacidade de denúncia da organização.

“Nas duas primeiras semanas de julho, fizemos a última análise no rio Madeira e no Tapajós. Com base nas coordenadas coletadas, analisamos as imagens e identificamos 285 balsas no rio Madeira e 35 no Tapajós. Destas, apenas duas estavam em áreas autorizadas para exploração”, revelou Modelli.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano