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Maioria dos municípios pernambucanos não tem políticas públicas para mulheres

Levantamento do TCE-PE mostra baixa presença de políticas de enfrentamento à violência de gênero e falta de orçamento na maioria das cidades
Cartaz escrito “Machismo Mata”, em ato do Dia Internacional da Mulher, no Rio de Janeiro, em 8 de março de 2026.

Cartaz escrito “Machismo Mata”, em ato do Dia Internacional da Mulher, no Rio de Janeiro, em 8 de março de 2026.

— Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

6 de abril de 2026

Dados do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) divulgados pelo Brasil de Fato, no domingo (5), indicam que apenas 2,2% dos municípios pernambucanos têm políticas públicas para o enfrentamento à violência de gênero e para a promoção dos direitos das mulheres. 

Leia mais: TCE suspende programa de escolas cívico-militares em Minas Gerais

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Ao longo de 2025, o estado de Pernambuco ficou em quinto lugar no ranking nacional de feminicídios, somando 88 ocorrências. Considerando as cidades e o arquipélago de Fernando de Noronha, gerido pela unidade federativa, somente quatro têm iniciativas do gênero. 

Nos planejamentos plurianuais referentes a 2022-2025, cerca de 27 cidades têm orçamento específico para o enfrentamento à violência contra a mulher. Em contrapartida, 85,4% dos municípios não apresentam recursos para o tema.

Só duas cidades formalizaram protocolo mínimo para atender os casos de violência contra a mulher. Eles integram os únicos sete municípios que têm uma articulação com a rede de proteção à mulher, com um fluxo de encaminhamento das vítimas para essa rede. 

Leia mais: Mulheres negras são 86% das vítimas de feminicídio no Piauí

Apenas 27 cidades apresentaram canais para denúncias ligados à gestão municipal, número que equivale a 14,6% do total. Outras 13 prefeituras (7%) têm uma câmara técnica instalada para o enfrentamento do problema em âmbito municipal. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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