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UFMG cria salas de acolhimento parental para estudantes com filhos

Espaços com estrutura para amamentação, alimentação e estudo beneficiam 47 mil estudantes de 97 cursos; medida atende demanda de mães solo, que representam 12% do total de universitárias
Uma mulher com camiseta preta estampada segura dois livros infantis em frente a um grupo de crianças sentadas no chão.

Uma mulher com camiseta preta estampada segura dois livros infantis em frente a um grupo de crianças sentadas no chão.

— Jebs Lima/UFMG

10 de março de 2026

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) inaugurou os primeiros fraldários e salas de cuidado parental do país em uma instituição de ensino superior federal. Foram entregues 21 fraldários e cinco Salas de Cuidados Parentais, com previsão de mais dez fraldários e uma sala até julho. Os espaços atendem às necessidades materno e paterno-infantis de estudantes regularmente matriculados que sejam mães ou pais de crianças.

A iniciativa é resultado da Política de Assistência Estudantil da universidade, conduzida pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE-UFMG), e contou com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG). A universidade trabalha na formulação de uma política de parentalidade para ampliar direitos a estudantes com filhos.

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As salas de acolhimento oferecem estrutura que vai além da amamentação e troca de fraldas. Os espaços contam com mesas para estudo, tapete térmico para crianças, frigobar, micro-ondas e cadeira de alimentação. O objetivo é garantir condições para que estudantes com filhos possam permanecer na universidade e concluir a formação.

Os recursos da emenda parlamentar equiparam os fraldários e salas de acolhimento que beneficiam 47 mil estudantes de 97 cursos da UFMG. Parte do recurso também foi destinada à compra de equipamentos para a sala de reuniões da PRAE, para o Centro de Convivência Negra e para o Espaço de Convivência Indígena.

Perfil das estudantes mães

Dados apresentados durante a inauguração indicam que mães solo representam cerca de 12% do total de universitárias no Brasil, o equivalente a 1,3 milhão de mulheres. Desse total, 25% são mulheres negras. O perfil evidencia a tripla jornada enfrentada por essas estudantes, que conciliam estudos, trabalho e cuidados com os filhos.

A deputada Dandara destacou a importância da iniciativa diante desse cenário. “Mães solo universitárias no Brasil enfrentam a tripla jornada de estudos, trabalho e cuidados com os filhos. Conciliar trabalho, estudo e cuidado com os filhos não pode mais ser uma luta árdua, tem que ser direito. Nossas estudantes precisam ter condições para estudar, permanecer e se formar”, afirmou à imprensa.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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