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Documentário sobre afeto negro inicia filmagens no Rio Grande do Sul

Por meio de entrevistas, relatos e imagens poéticas, filme investiga o afeto existente entre pessoas negras e a que cosmologias ele responde
Gravação do documentário "Eu afeto".

Gravação do documentário "Eu afeto".

— Josemar Afrovulto

1 de fevereiro de 2026

Começaram no dia 21 de janeiro, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, as filmagens do documentário “Eu afeto”, obra que investiga como a herança africana permeia e rege a vida de pessoas negras. Dirigido pela artista multidisciplinar e escritora Laila Garroni, o filme propõe um olhar sensível e profundo sobre afeto, ancestralidade e pertencimento.

Por meio de entrevistas, relatos e imagens poéticas, Eu afeto investiga o afeto existente entre pessoas negras e a que cosmologias ele responde. “A palavra afeto vem sendo usada muito frequentemente dentro da nossa comunidade nos últimos anos. Tal uso levou a um tipo de romantização que eu acredito que pode ser problemática. Nosso filme quer fazer esse retorno à raiz dessa palavra e ao que ela representa dentro do nosso contexto”, explica a diretora. 

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O filme reúne convidados cujas trajetórias atravessam arte, pensamento e espiritualidade. Entre eles estão Katiúscia Ribeiro, filósofa especializada em filosofia africana e apresentadora do programa “O Futuro é Ancestral” (GNT); Nina Fola, artista multidisciplinar, socióloga e cofundadora do coletivo Atinuké – Pensamento de Mulheres Negras; e Ademiel de Sant’Anna Junior, psicólogo, mestre doutorando pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), escritor e poeta.

O documentário integra o movimento artístico de mesmo nome, que também dará origem a uma exposição multidisciplinar prevista para estrear no segundo semestre de 2026, em Porto Alegre. A exposição deve reunir 20 artistas negros com obras inéditas sobre a mesma temática. 

As filmagens do documentário seguem até o dia 1 de março, e a previsão é que o curta inicie seu circuito por festivais internacionais ainda em 2026.

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