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Livro ‘A pele que eu tenho’, de bell hooks, ganha edição acessível

A obra aborda raça, identidade e preconceito com a linguagem direta e sensível que marca os textos da escritora estadunidense
A escritora bell hooks.

A escritora bell hooks.

— Reprodução/Redes sociais

21 de dezembro de 2025

A Biblioteca Virtual Mais Diferenças (MD) incorporou ao seu acervo acessível o livro “A pele que eu tenho”, da escritora, professora e teórica feminista estadunidense bell hooks. Publicado no Brasil pela Editora Boitatá, o título ganha uma versão em múltiplos formatos que inclui narração, audiodescrição, tradução em Libras, texto em Linguagem Simples e outros recursos produzidos pelo time de consultores com deficiência da MD, sob coordenação de Carla Mauch, Guacyara Labonia Guerreiro e Ana Rosa Bordin Rabelo.

A obra, voltada a leitoras e leitores de diferentes idades, aborda raça, identidade e preconceito com a linguagem direta e sensível que marca os textos de hooks. No livro, a autora propõe uma reflexão sobre a cor da pele como apenas uma camada, incentivando o reconhecimento de que a essência de cada pessoa se revela nas histórias, culturas e experiências que carrega.

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A edição acessível busca ampliar esse convite ao diálogo, garantindo que o conteúdo possa ser usufruído por pessoas com e sem deficiência de maneira igualitária.

A produção integra o projeto “Páginas Abertas: livros para diferentes formas de ler”. A iniciativa reforça o direito ao livro, à leitura e à literatura previsto na Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e aposta em formatos inovadores para eliminar barreiras de acesso.

Os títulos da Biblioteca MD são disponibilizados de forma gratuita, mas, no caso de obras com direitos autorais reservados — como A pele que eu tenho — o acesso é permitido mediante cadastro de pessoas com deficiência, familiares e profissionais que atuam com esse público.

A Biblioteca MD busca democratizar o acesso à literatura ao transformar o ato de ler em uma experiência compartilhada e inclusiva. A iniciativa já conta com 70 obras adaptadas pela Mais Diferenças, organização que há anos desenvolve projetos voltados à educação e cultura inclusivas, com parcerias entre organizações da sociedade civil, instituições públicas e empresas para promover os direitos das pessoas com deficiência.

O novo título já está disponível no site e nos aplicativos para Android e iPhone.

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