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Livro celebra 80 anos do Teatro Experimental do Negro

Obra organizada por Abdias Nascimento retorna às livrarias em edição ampliada e revisita a trajetória da dramaturgia negra no país
Abdias Nascimento (centro) ministra aula de alfabetização e cidadania no contexto de realizações do Teatro Experimental do Negro, 1944.

Abdias Nascimento (centro) ministra aula de alfabetização e cidadania no contexto de realizações do Teatro Experimental do Negro, 1944.

— Reprodução/Acervo Ipeafro

5 de janeiro de 2026

Em celebração histórica, a obra “Teatro Experimental do Negro: testemunhos e ressonâncias”, organizada originalmente pelo ex-senador e intelectual Abdias Nascimento em 1966, volta a estar disponível nas livrarias em edição ampliada.

 O trabalho de atualização foi realizado pela socióloga Elisa Larkin Nascimento e pelo gestor cultural Jessé Oliveira e marca os 80 anos do Teatro Experimental do Negro (TEN), fundado em 1944 pelo artista plástico, ator, ativista e deputado federal Abdias Nascimento. 

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O livro documenta a luta pela construção de uma dramaturgia negra comprometida com a valorização do corpo, do território e da memória afro-brasileira na cena teatral.

A edição reúne textos de autores como o dramaturgo Nelson Rodrigues, o poeta Efraín Tomás Bó e os cientistas sociais Guerreiro Ramos e Florestan Fernandes, entre outros.  

A publicação, resultado de uma parceria entre as Edições Sesc e a Editora Perspectiva, também apresenta um ensaio fotográfico de José Medeiros, com imagens em preto e branco do elenco do teatro.

Fundado menos de 60 anos após a abolição da escravidão no Brasil, o Teatro Experimental do Negro (TEN) surgiu com o objetivo de valorizar a cultura afro-brasileira por meio da arte, como ferramenta política de inclusão, afirmação de narrativas e protagonismo de autores e atores negros na cena teatral. 

A obra também evidencia como as concepções de Abdias Nascimento seguem ressoando em práticas cênicas e coletivos contemporâneos, mantendo vivo o ideal de um teatro antirracista e reafirmando o TEN como marco estético e político do teatro brasileiro.

Com informações da Agência Brasil

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  • Thayná Santana

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