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Evento inaugura nova frente para o mercado do audiovisual negro

Primeira edição do Mercado EGBÉ ocorre de 8 a 10 de abril, em Aracaju, reunindo projetos em rodadas de negócios, pitching e encontros com players do setor
Plateia na 8ª edição do EGBÉ – Mostra de Cinema Negro,

Plateia na 8ª edição do EGBÉ – Mostra de Cinema Negro,

— Divulgação/Mavi Retrata

5 de abril de 2026

Com 63 projetos inscritos de todo o país e 23 selecionados, o Mercado EGBÉ realiza sua primeira edição entre os dias 8 e 10 de abril de 2026, no Sesc Hotel, em Aracaju (SE), com rodadas de negócios, sessões de pitching, consultorias e debates profissionais voltados à articulação entre criação e mercado no audiovisual negro.

A iniciativa integra a programação da 9ª EGBÉ – Mostra de Cinema Negro e marca a entrada do evento no campo do mercado audiovisual, ao instituir um ambiente de negociação e desenvolvimento de projetos.

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Ao longo de três dias, promove encontros diretos entre projetos e agentes do setor, com reuniões individuais de até 20 minutos voltadas à construção de parcerias, coprodução e estratégias de circulação.

A programação inclui painéis voltados à discussão de políticas públicas e modelos de atuação no audiovisual, além de rodadas de negócios e sessões de pitching abertas ao público.

Participam das rodadas empresas como Globoplay e Canal Curta, na área de licenciamento; Conspiração Filmes, Tem Dendê Produções e Cinema Inflamável, em coprodução; Fistaile, com foco em desenho de audiência; e Descoloniza Filmes, na distribuição.

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O perfil dos projetos selecionados evidencia um movimento recente do setor, com presença expressiva de séries e longas-metragens de ficção em desenvolvimento e de obras finalizadas, refletindo o impacto de políticas públicas como a Lei Paulo Gustavo na ampliação da produção independente no país.

Do ponto de vista temático e de linguagem, os projetos mobilizam questões como memória, território, religiosidade afro-brasileira, relações comunitárias e experiências urbanas, indicando a diversidade de abordagens que atravessam o audiovisual contemporâneo.

Criado com o objetivo de ampliar o acesso de realizadores negros a espaços de negociação, o Mercado EGBÉ surge em resposta a um gargalo histórico do setor.

“Sabemos da dificuldade e dos custos envolvidos para acessar espaços consolidados de mercado, especialmente para produtores do circuito independente. O Mercado nasce como uma proposta de promover o encontro entre esses projetos e empresas do setor”, aponta Luciana Oliveira, diretora-geral e artística da EGBÉ.

A proposta também se insere em um circuito ainda restrito de iniciativas voltadas ao audiovisual negro. “Ainda são poucos os espaços de mercado voltados para criadores negros e empresas vocacionadas. Criar esse tipo de ambiente é uma forma de possibilitar oportunidades reais de inserção no circuito comercial”, destaca João Brazil, produtor executivo da EGBÉ.

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O Mercado EGBÉ integra um circuito ainda restrito de iniciativas voltadas à articulação econômica do audiovisual negro no país, ao reunir projetos e agentes do setor em um mesmo ambiente de negociação.

A primeira edição aponta para a ampliação das possibilidades de inserção desses projetos no circuito profissional e para a diversificação dos fluxos de produção e circulação no audiovisual brasileiro.

A programação completa e outras informações estão disponíveis no site.

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