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Realidade aumentada revive Zumbi, Dandara e a história do Quilombo dos Palmares em SP

O visitante pode interagir com personagens históricos reais, que relatam, em primeira pessoa, suas lutas e conquistas.
Imagem mostra um homem negro olhando para a tela do celular.

Imagem mostra um homem negro olhando para a tela do celular.

— Divulgação

23 de novembro de 2025

Transformar o celular em ferramenta de cultura, história e ancestralidade. É com essa proposta que o Instituto SemeArtes Culturais, por meio da Escola SemeArte Capoeira, lançou no dia 20 de novembro, no Museu da Imigração, a animação “Palmares Imersivo”, uma experiência em realidade aumentada que convida o público a conhecer o Quilombo dos Palmares e a trajetória da capoeira por meio da tecnologia.

Ao entrar pelo link no celular, o visitante pode interagir com personagens históricos reais, que relatam, em primeira pessoa, suas lutas e conquistas. A jornada começa com Zumbi dos Palmares, Dandara e Ganga Zumba, líderes negros que marcaram a resistência quilombola. Em seguida, surgem os ícones da capoeira: Mestre Bimba, Mestre Pastinha e Mestre Valdemar, que apresentam os fundamentos e movimentos da roda.

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Além da animação, o projeto inclui o making-off do desenvolvimento da ferramenta, explicando como a realidade aumentada é criada, e um recurso inédito que permite ao visitante tirar uma foto ao lado dos mestres e personagens históricos, dentro do cenário real do visitante.

“Os jovens vivem conectados ao celular. Então decidimos levar a história da resistência negra e da capoeira para dentro da tela, com uma linguagem que desperte curiosidade e orgulho”, explica Juliana, professora de capoeira e cofundadora do instituto, ao lado do contramestre Rogério. O casal se conheceu em uma roda de capoeira e, há dez anos, transformou a paixão pela arte em um projeto de vida.

Formação gratuita

Fundado há quatro anos e transformado em instituto em 2024, o SemeArtes Culturais atende hoje 30 jovens e dez adultos, em sua maioria imigrantes bolivianos do bairro do Brás, onde funciona a sede. As aulas são abertas a qualquer pessoa a partir dos quatro anos, com uma taxa simbólica para manutenção e compra dos uniformes.

Para ampliar o alcance social, o instituto lança agora o projeto Ginga Bolívia, que oferecerá 30 vagas gratuitas de capoeira para crianças bolivianas. A iniciativa elimina a taxa simbólica e pretende fortalecer a integração cultural entre Brasil e Bolívia por meio da arte e do esporte.

“Queremos que essas crianças encontrem na capoeira uma forma de pertencimento e identidade. A roda é o lugar onde todos têm voz e corpo”, destaca o contramestre Rogério.

O projeto Palmares Imersivo pode ser experimentado aqui.

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