A tradicional Lavagem do Bonfim realizada em Salvador nesta quinta-feira (15) reafirmou a cultura e identidade afro-brasileira. O evento reuniu fiéis, turistas e simpatizantes em um cortejo pelas ruas da capital baiana, além de 11 entidades de blocos de matriz africana.
O percurso partiu da Igreja da Conceição da Praia, no Comércio, e seguiu até a Basílica do Senhor do Bonfim, na Colina Sagrada. Na chegada à basílica, as baianas realizaram o tradicional banho de cheiro, um dos momentos mais simbólicos da celebração, que une a devoção ao Senhor do Bonfim, da igreja católica, e ao orixá Oxalá, das religiões de matriz africana, marcando o sincretismo religioso.
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Considerada a segunda maior manifestação popular da Bahia, a Lavagem do Bonfim é um dos principais símbolos da cultura e da religiosidade do estado.
Entre os destaques desta edição, esteve o retorno do Olodum à Lavagem do Bonfim após 25 anos. O grupo desfilou com um cortejo formado por 120 percussionistas, além de dançarinos e alegorias.
Além do grupo, participaram do cortejo as seguintes entidades: Afrodescendentes da Bahia, Bloco da Saudade, Ilê Aiyê, Ki Beleza, Leva Eu, Malê Debalê, Mangangá Capoeira, Mundo Negro, Olodum, Proibido Proibir e Samba & Folia.
A participação dos blocos contou com o apoio do Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo da Bahia voltada ao fortalecimento de blocos afro, afoxés e grupos de samba-reggae, além da valorização da cultura popular.