Nesta quarta-feira (13), às 10h, os membros do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) devem se reunir para deliberar sobre a representação que pede a cassação do mandato do deputado estadual Guto Zacarias (Missão) por quebra de decoro parlamentar.
No dia 5 de maio a reunião foi adiada por falta de quórum. Dos nove deputados convocados (que fazem parte do colegiado), apenas dois compareceram: Paula Nunes da Bancada Feminista do PSOL e o presidente, Delegado Olim (PP).
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A nova data definida era dia 12 de maio e foi cancelada e remarcada para 13 de maio. Paula Nunes é a única mulher do conselho e vai votar com o relator.
Paula Nunes entrou com representação de pedido de cassação de mandato de Guto Zacarias por quebra de decoro parlamentar após vir à tona a denúncia de que o deputado teria coagido a ex-companheira de 22 anos a realizar um aborto no primeiro semestre de 2024.
A informação consta em uma denúncia, oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), no dia 17 de julho de 2025, contra o parlamentar por violência psicológica contra a mulher no âmbito da Lei Maria da Penha.
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O Conselho de Ética também deve avaliar a aplicação de penalidade de suspensão de 30 dias do mandato do deputado Lucas Bove (PL), acusado de violência política de gênero em sessão na Alesp. A representação da deputada Mônica Seixas – Movimento das Pretas foi procedente na última reunião do conselho.
Segundo Paula da Bancada Feminista do PSOL, a deputada estava no púlpito quando a violência política de gênero foi praticada por Bove. No entendimento da codeputada as duas pautas precisam ser votadas com urgência.
“Já recebemos mais de 2 mil e-mails solicitando a cassação do deputado Guto Zacarias. Já a aplicação de penalidade ao deputado Lucas Bove é fundamental, pois a violência que tem uma de nós como alvo atinge a todas e dá um péssimo exemplo em uma estado que lidera os recordes de feminicídio no país”, afirma Paula Nunes, codeputada da Bancada Feminista do PSOL, em nota à imprensa.
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