Neste sábado (12), Areal, na Região Serrana do Rio de Janeiro, recebe a segunda edição do “Agricultura Social”, uma ação voltada para os territórios rurais e periféricos que historicamente enfrentam o abandono e a invisibilidade.
Em uma região marcada pela ausência de políticas públicas permanentes, o projeto promove atendimentos médicos, emissão de documentos, oficinas técnicas, implantação de hortas comunitárias e atividades educativas.
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Famílias negras e trabalhadores do campo, que há gerações convivem com a falta de acesso a direitos básicos, encontraram na ação um espaço de escuta, cuidado e valorização. O Agricultura Social não se limita a montar tendas ou distribuir panfletos. Ele atua como ponte entre realidades distantes, aproximando saberes tradicionais da possibilidade de uma cidadania plena.
Esse tipo de mobilização escancara uma verdade muitas vezes ignorada: a periferia também mora no campo. Está nos vales, nas encostas, nas estradas de terra por onde o transporte público não passa. Está nas pequenas comunidades rurais onde o básico ainda é luxo.
Cada oficina, cada consulta, cada horta comunitária montada reafirma que justiça social não é um privilégio urbano. É um direito que deve alcançar todos os cantos. É também sobre redistribuição de oportunidades, respeito às ancestralidades e enfrentamento das desigualdades estruturais.