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Batalha do Engenhão e Manifestação Cultural de Rimas recebem homenagem no Rio de Janeiro

Honraria na Alerj promove o reconhecimento de projetos e trajetórias que valorizam à cultura negra e a luta antirracista
Participantes da Manifestação Cultural de Rimas (MCR) com a honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2025.

Participantes da Manifestação Cultural de Rimas (MCR) com a honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2025.

— Divulgação/Assessoria Dani Monteiro

29 de agosto de 2025

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em sessões plenárias realizadas nesta quarta (27) e quinta-feira (28), o reconhecimento de dois importantes projetos da cultura hip-hop. A Manifestação Cultural de Rimas (MCR), de Campos dos Goytacazes, será homenageada com o Diploma Abdias do Nascimento, enquanto a Batalha do Engenhão, da Zona Norte da capital fluminense, receberá o Diploma Ruth de Souza.

As propostas são de autoria da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) e visam celebrar o impacto da cultura no estado, além de fortalecer o movimento hip-hop.

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O diploma valoriza a atuação da MCR que há mais de uma década transforma espaços públicos de Campos dos Goytacazes em arenas de rima, rap e graffiti, tornando-se uma referência no interior do estado. 

Também destaca a Batalha do Engenhão, realizada semanalmente no bairro Engenho de Dentro e que se diferencia pela gestão majoritariamente feminina e negra, incentivando a participação das mulheres na cena hip-hop carioca.

Os prêmios têm significados simbólicos dedicados a figuras negras importantes do Brasil. O Diploma Abdias do Nascimento, que leva o nome do ator, escritor e ativista dos direitos civis, é uma honraria concedida a personalidades e iniciativas que promovem a valorização da cultura negra, a luta antirracista e o legado afro-brasileiro.

Já o Diploma Ruth de Souza, em homenagem à atriz, reconhece trajetórias e projetos que promovem o protagonismo das mulheres negras na arte e na sociedade.

Para Dani Monteiro, a iniciativa representa um passo importante no reconhecimento das expressões culturais que nascem nas favelas e subúrbios cariocas.

“Dar essa homenagem é também reconhecer a força da juventude, das favelas e subúrbios e, sobretudo, das mulheres negras que protagonizam essas histórias, como no Engenhão. E isso é a força da nossa ancestralidade. O hip-hop é resistência e futuro, e o Estado tem o dever de valorizá-lo”, afirmou a parlamentar em comunicado à imprensa.

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  • Thayná Santana

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