PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Deputados de SC rejeitam cotas raciais em programa de bolsas no ensino superior

Proposta para incluir reserva de vagas a estudantes negros e indígenas no programa Universidade Gratuita foi rejeitada por parlamentares nas comissões
Sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no dia 30 de setembro de 2025.

Sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no dia 30 de setembro de 2025.

— Reprodução /Lucas Gabriel Diniz / Alesc

8 de outubro de 2025

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) votou, na quarta-feira (7), contra a implementação de cotas raciais no programa estadual Universidade Gratuita, que oferta assistência financeira aos estudantes nas instituições privadas de ensino superior.

Na sessão, os deputados analisaram o Projeto de Lei Complementar (PLC) 21/2025, de autoria do Poder Executivo, que altera dispositivos da legislação que instituiu o programa, com mudanças em relação à transparência e novas regras para a concessão de bolsas. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A inserção da reserva de vagas para estudantes negros e indígenas foi proposta pela deputada Luciane Carminatti (PT), em reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Finanças e Tributação e de Educação e Cultura da Alesc. 

A proposta apresentada pela parlamentar previa a destinação de 20% das bolsas para os candidatos elegíveis, mas foi rejeitada pelos parlamentares ainda nas comissões. 

O Plenário catarinense também aprovou um segundo projeto do Executivo, que institui o Fundo Estadual de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (Fumdesc). O Projeto de Lei nº. 671/2025 também define assistência financeira para o pagamento das mensalidades dos cursos de graduação.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano