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Impactos e mortes no massacre policial mobilizam debate na Câmara do Rio

Debate reunirá parlamentares, lideranças comunitárias e órgãos de direitos humanos para discutir os impactos da chacina policial e cobrar revisão de políticas de segurança pública
Moradores protestam contra execuções no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 2025

Moradores protestam contra execuções no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 2025

— Tânia Rêgo/Agência Brasil

31 de outubro de 2025

Diante da chacina policial mais letal da história do estado do Rio de Janeiro e do Brasil, que resultou na morte de mais de 120 pessoas, o vereador da capital fluminense Leonel de Esquerda (PT) promoverá um debate público na segunda-feira (3). O evento será realizado, às 10h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vereadores.

Com o tema “O preço da guerra nas favelas: até quando o Estado vai matar em nome da segurança?”, o encontro reunirá agentes públicos, moradores e representantes comunitários dos Complexos da Penha e do Alemão para discutir os impactos da ação das forças de segurança do estado, além  de cobrar maior transparência na apuração dos fatos.

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A atividade contará com a presença do deputado federal Reimont Otoni (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados; do líder comunitário Raull Santiago, do Complexo do Alemão; do advogado Carlos Nicodemos, integrante do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH); e da Ouvidora-Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Fabiana Silva.

À frente da Comissão Especial das Favelas, o vereador Leonel esteve na Praça São Lucas, na Penha, no dia seguinte à operação, para acompanhar de perto os desdobramentos do caso. Segundo relatos de familiares das vítimas, os corpos apresentavam sinais de extrema violência, incluindo degolação, tortura e indícios de execução sumária.

“As mortes e os excessos evidenciam que o atual modelo de segurança pública do estado precisa ser revisto com urgência. Vidas humanas não podem ser reduzidas a números. O sensacionalismo em torno das atrocidades cometidas só amplia o sofrimento das pessoas, e as cenas traumáticas deixarão, sem dúvidas, marcas profundas na memória coletiva”, afirmou o parlamentar em comunicado à imprensa.

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  • Thayná Santana

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