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Lula reconhece operação no Rio como um ‘massacre’ e cobra investigação

Em entrevista a veículos internacionais, o presidente se referiu à Operação Contenção como uma “matança” e defendeu a investigação das mortes
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista com a imprensa internacional, em Belém, no dia 4 de novembro de 2025.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista com a imprensa internacional, em Belém, no dia 4 de novembro de 2025.

— Pablo Porciúncula / AFP

4 de novembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta terça-feira (4), em entrevista a veículos da imprensa internacional, que a Operação Contenção, deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, foi um “massacre”. A informação foi divulgada pela Agence France-Presse (AFP).

De acordo com a AFP, o presidente destacou a importância de conduzir uma investigação rigorosa para apurar os fatos. Aos repórteres, Lula ressaltou que a sentença judicial era pela prisão dos suspeitos e não para matá-los. 

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“Houve uma matança. Eu acho que é importante verificar em que condições ela se deu. Até agora temos uma versão contada pelo governo do estado e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam”, declarou. 

A ação policial, ocorrida no dia 28 de outubro, resultou em 117 mortes e diversas denúncias de violações de direitos humanos e execuções sumárias. Ela é considerada a mais letal da história do país, superando os 111 óbitos do Massacre do Carandiru, em 1992. 

Moradores das comunidades denunciaram abordagens violentas, prisões ilegais, invasões e destruição de residências. Em 29 de outubro, dezenas de corpos foram retirados de uma área de mata pela população. Também há relatos de decapitações.

Texto com informações da AFP.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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