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Após Santa Catarina, projeto no Paraná quer proibir cotas raciais nas universidades públicas

Projeto apresentado pelo deputado de direita Ricardo Arruda é semelhante à lei anticotas questionada no STF e suspensa pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina
ampus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná.

ampus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná.

— Reprodução/UEPG

13 de fevereiro de 2026

Tramita na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um Projeto de Lei (PL) que visa proibir o sistema de cotas para pessoas negras (pretas e pardas) nas instituições de ensino superior públicas ou que recebam verba do Estado.

O PL 25/2026, de autoria do deputado Ricardo Arruda (PL-PR), também veda qualquer modalidade de ação afirmativa, como vagas suplementares e outras medidas para o ingresso de estudantes.

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De acordo com o texto legislativo, a proibição valerá para contratação de docentes, técnicos e qualquer outro profissional. A proposta mantém a exceção para a reserva de vagas a partir de critérios exclusivamente econômicos, para pessoas PcD e para estudantes oriundos do ensino médio público.

O projeto prevê uma multa de R$ 1 mil e a suspensão do repasse de verbas em caso de descumprimento, além da abertura de procedimento administrativo disciplinar contra o agente responsável pela elaboração e publicação do edital.

O parlamentar alega, na justificativa da matéria, compreender as desigualdades sociais no Brasil, mas critica a política de cotas raciais e a acusa de criar “distinções artificiais entre os cidadãos”.

O projeto mantém a mesma estrutura da Lei Estadual 19.722/2026, sancionada pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), em janeiro de 2026. A norma ganhou grande repercussão e foi amplamente repudiada por movimentos de defesa da população negra.

Cinco Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a suspensão da legislação, posteriormente derrubada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

O valor das penalidades é o único fator que diferencia o projeto proposto por Arruda e a lei catarinense, que estabelecia multa de R$ 100 mil. O PL foi proposto cerca de um mês após a aprovação da medida anticotas pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em 10 de dezembro de 2025.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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