O Encontros no Quintal promoveu na noite da última quarta-feira (18), no Bar do Beco, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, um bate-papo com o jornalista Pedro Borges, editor e cofundador da Alma Preta, sobre a cobertura jornalística da guerra na República Democrática do Congo (RDC).
O conflito armado no leste do país africano já provocou a morte de pelo menos 17.015 pessoas e deslocou 7,4 milhões de civis, segundo relatório divulgado pelo governo congolês em fevereiro.
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Durante o evento, Borges descreveu sua experiência de cerca de dois meses na RD Congo, onde esteve em 2025. Ele visitou cidades como Uvira e Kalemie, no leste conflagrado do país, além da capital Kinshasa.
O jornalista também visitou o litoral congolês, de onde pessoas escravizadas foram levadas ao Brasil durante o período colonial.
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O relato do jornalista da Alma Preta foi guiado por uma série de fotografias de sua autoria retratando o período no qual esteve no país africano. As fotos apresentam desde a vida cotidiana da capital congolesa, mostrando pessoas comuns em seu dia, até as dificuldades enfrentadas por jovens em regiões de mineração e famílias em campos de refugiados que concentram milhares de pessoas deslocadas pela guerra.
A apresentação intimista teve foco nos desafios de uma cobertura em um país em guerra, incluindo a preparação e os cuidados necessários para enfrentar essa situação.
Durante o período na RD Congo, Borges teve que lidar com autoridades militares em meio à burocracia e corrupção de agentes do Estado.
Além disso, o repórter da Alma Preta relatou com enfrentou desafios de segurança impostos pelo conflito e o fato de estar sozinho no país.
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A conversa foi mediada pelo fotojornalista Fernando Netto, experiente em coberturas de conflitos como a Guerra da Bósnia, em Sarajevo. Na plateia, também estiveram presentes outros jornalistas como Yan Boechat, que já cobriu guerras no continente africano e em países da Europa e do Oriente Médio.
Os congoleses Prosper Dinganga e Steve Mupepe, membros do coletivo A Voz do Congo, também participaram do debate com perguntas e impressões sobre a passagem da agência de jornalismo brasileira na RDC.
Acompanhe a cobertura sobre o conflito na RD Congo e seus desdobramentos no site da Alma Preta e nos canais de comunicação da agência, como o Instagram e o YouTube.