PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Em evento em SP, jornalista da Alma Preta relata bastidores da cobertura da guerra na RD Congo

Em apresentação intimista, repórter compartilhou os desafios de cobrir o conflito que já provocou mais de 17 mil mortes no país africano
O jornalista Pedro Borges relata os desafios da cobertura da guerra na RD Congo durante participação em evento em São Paulo no dia 18 de março de 2026.

O jornalista Pedro Borges relata os desafios da cobertura da guerra na RD Congo durante participação em evento em São Paulo no dia 18 de março de 2026.

— Solon Neto/Alma Preta

19 de março de 2026

O Encontros no Quintal promoveu na noite da última quarta-feira (18), no Bar do Beco, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, um bate-papo com o jornalista Pedro Borges, editor e cofundador da Alma Preta, sobre a cobertura jornalística da guerra na República Democrática do Congo (RDC).

O conflito armado no leste do país africano já provocou a morte de pelo menos 17.015 pessoas e deslocou 7,4 milhões de civis, segundo relatório divulgado pelo governo congolês em fevereiro.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Durante o evento, Borges descreveu sua experiência de cerca de dois meses na RD Congo, onde esteve em 2025. Ele visitou cidades como Uvira e Kalemie, no leste conflagrado do país, além da capital Kinshasa.

O jornalista também visitou o litoral congolês, de onde pessoas escravizadas foram levadas ao Brasil durante o período colonial.

Leia mais: Boma, a cidade de onde partiam as pessoas escravizadas da RD Congo para o Brasil

O relato do jornalista da Alma Preta foi guiado por uma série de fotografias de sua autoria retratando o período no qual esteve no país africano. As fotos apresentam desde a vida cotidiana da capital congolesa, mostrando pessoas comuns em seu dia, até as dificuldades enfrentadas por jovens em regiões de mineração e famílias em campos de refugiados que concentram milhares de pessoas deslocadas pela guerra.

A apresentação intimista teve foco nos desafios de uma cobertura em um país em guerra, incluindo a preparação e os cuidados necessários para enfrentar essa situação.

Durante o período na RD Congo, Borges teve que lidar com autoridades militares em meio à burocracia e corrupção de agentes do Estado.

Além disso, o repórter da Alma Preta relatou com enfrentou desafios de segurança impostos pelo conflito e o fato de estar sozinho no país.

Leia mais: Congoleses enfrentam cólera, sarampo e mpox em região de guerra e enchentes

A conversa foi mediada pelo fotojornalista Fernando Netto, experiente em coberturas de conflitos como a Guerra da Bósnia, em Sarajevo. Na plateia, também estiveram presentes outros jornalistas como Yan Boechat, que já cobriu guerras no continente africano e em países da Europa e do Oriente Médio.

Os congoleses Prosper Dinganga e Steve Mupepe, membros do coletivo A Voz do Congo, também participaram do debate com perguntas e impressões sobre a passagem da agência de jornalismo brasileira na RDC.

Acompanhe a cobertura sobre o conflito na RD Congo e seus desdobramentos no site da Alma Preta e nos canais de comunicação da agência, como o Instagram e o YouTube.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano