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Senado aprova criação da 1ª Universidade Federal Indígena

Projeto de lei aprovado determina que os cargos de reitor e vice-reitor deverão ser ocupados por docentes indígenas
Um indígena segura um cocar em manifestação pela Amazônia, no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2025.

Um indígena segura um cocar em manifestação pela Amazônia, no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2025.

— Mauro Pimentel/AFP

6 de maio de 2026

O Senado aprovou, na terça-feira (5), o Projeto de Lei (PL) 6.132/2026, que cria a primeira instituição de ensino superior indígena do país. O texto legislativo segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com o início das atividades previsto para 2027, a Universidade Federal Indígena (Unind) deverá ser construída de modo multicêntrico, com unidades nas regiões do país pensadas para atender às especificidades dos povos indígenas brasileiros.  

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A proposta foi apresentada pelo governo federal em 2025 e não sofreu alterações no Congresso. Além do ensino superior, a instituição deverá promover a pesquisa e a extensão universitária, valorizar saberes tradicionais e incentivar a sustentabilidade socioambiental dos territórios indígenas. 

Leia mais: O ano de 2026 será decisivo para as pautas indígenas, avalia liderança

O projeto permite que, a partir da consulta com os povos indígenas, a Unind estabeleça processos seletivos próprios considerando a diversidade linguístico-cultural das etnias. 

A universidade também poderá desenvolver critérios específicos para garantir o percentual mínimo (30%) de seleção de candidatos indígenas, conforme determina a Lei de Cotas (nº 12.711/2012).

De acordo com o PL, os cargos de reitor e vice-reitor serão ocupados obrigatoriamente por docentes indígenas. Para os processos seletivos nos cargos do quadro pessoal efetivo, a entidade também deverá aplicar a Lei nº 15.142/2025, que reserva 30% das vagas em concursos públicos para candidatos negros, indígenas e quilombolas.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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