A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) repercutiu entre parlamentares e autoridades negras. Nas redes sociais, as manifestações destacaram a defesa da soberania nacional, a responsabilização por atos contra as instituições e a atuação do Supremo no julgamento da trama golpista.
Por unanimidade, os ministros condenaram Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.
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Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele atuou para influenciar o julgamento da ação penal que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
De acordo com a denúncia, o então deputado realizou declarações públicas e publicações nas redes sociais nas quais afirmou ter atuado junto ao governo dos Estados Unidos para promover sanções contra autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o país.
A acusação também apontou uma conversa extraída do celular de Jair Bolsonaro na qual Eduardo orienta o pai a evitar declarações que pudessem comprometer as articulações conduzidas nos Estados Unidos.
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PSOL associa condenação à soberania e à responsabilização
Uma das primeiras manifestações partiu da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Em publicação nas redes sociais, a parlamentar classificou a decisão como uma “boa notícia” e afirmou que Eduardo Bolsonaro foi condenado por articular o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump contra o Brasil na tentativa de impedir o julgamento do pai. Para Hilton, a condenação representa “mais uma vitória da nossa soberania contra os golpistas”.
Também integrante da bancada do PSOL, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) resumiu sua avaliação em uma frase: “A história é implacável”. A parlamentar afirmou que a condenação decorre da atuação de Eduardo Bolsonaro na trama golpista.
Já o deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF) afirmou que Eduardo Bolsonaro tentou “chantagear o Brasil” para livrar o pai da prisão. Ao comentar a decisão do STF, destacou que a condenação decorre da tentativa de pressionar instituições brasileiras em benefício de Jair Bolsonaro.
A deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP) adotou tom de comemoração. Em publicação nas redes sociais, celebrou a condenação e a inelegibilidade do ex-deputado, além de afirmar que a família Bolsonaro precisará responder pelos crimes atribuídos a seus integrantes.
Parlamentares do PT destacam defesa das instituições
Entre os parlamentares do PT, a defesa da soberania nacional apareceu como um dos principais argumentos.
A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) comentou a condenação em tom de ironia. Na publicação, listou três fatos recentes envolvendo a família Bolsonaro: a condenação de Eduardo Bolsonaro, a determinação para que Jair Bolsonaro explicasse a posse de uma arma apreendida em uma blitz e pesquisas eleitorais favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao final, questionou seus seguidores se estavam conseguindo acompanhar os acontecimentos.
A deputada estadual mineira Andreia de Jesus (PT-MG) destacou a condenação unânime e a pena fixada pelo Supremo. Em sua manifestação, afirmou que Eduardo Bolsonaro deverá responder pelos crimes cometidos e classificou o ex-parlamentar como integrante de uma “familícia”.
A CASA CAIU PRA FAMILÍCIA!
— Andréia de Jesus 51.120 votos (@andreiadejesuus) June 17, 2026
Eduardo Bolsonaro condenado por unanimidade pelo STF. A pena foi fixada em 4 anos e 2 meses de prisão, além de R$ 162 mil em multas. O falso patriota vai pagar pelos crimes que cometeu! pic.twitter.com/sEavjpFtgH
No Rio Grande do Sul, a deputada estadual Laura Sito (PT-RS) afirmou que a decisão demonstra que quem atua contra a democracia e contra os interesses do país precisa responder por seus atos. A parlamentar também classificou Eduardo Bolsonaro como “traidor da pátria”.
Também pelo Rio de Janeiro, a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco (PT-RJ) classificou Eduardo Bolsonaro como “traidor da pátria”. Em sua publicação, afirmou que o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e buscar sanções contra o Brasil.
Anielle também destacou os efeitos da condenação. Entre eles, citou a pena de quatro anos e dois meses de prisão, a inelegibilidade por 12 anos, a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e a multa de R$ 162 mil. Para a ex-ministra, quem conspirou contra a democracia e trabalhou contra os interesses do país precisa responder por seus atos.
Benedita da Silva destoa do tom comemorativo
Entre as manifestações, a da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) apresentou um tom diferente. Pré-candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, a parlamentar afirmou que não comemora decisões desse tipo, embora considere a condenação justa.
Em sua publicação, Benedita declarou que não sente satisfação ao ver o país envolvido em situações dessa natureza, mas ressaltou que Eduardo Bolsonaro “traiu a pátria” ao atuar nos Estados Unidos para articular sanções econômicas, tarifas e pressões contra ministros do STF com o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro.
O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) também comentou a decisão. Em tom de ironia, afirmou que Eduardo Bolsonaro terá de escolher entre permanecer ao lado de Donald Trump nos Estados Unidos ou cumprir pena no Brasil.
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