Um relatório da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgado na terça-feira (7), indica que 213 barragens no Brasil apresentam risco de acidentes.
O levantamento aponta risco de acidente nas estruturas, podendo atingir pessoas, pontes e estradas. O relatório é realizado desde 2021 e analisa as condições das barragens de mineração, agricultura, abastecimento, controle de vazão, hidrelétricas e outros usos.
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Em 2025, a agência registrou 18 acidentes e 23 incidentes envolvendo barragens no país, sem registro de mortes. Em alguns casos, houve evacuação de áreas urbanizadas e danos a estradas e pontes. Os acidentes envolveram o colapso das estruturas, enquanto os incidentes provocaram danos que aumentaram o risco de rompimento.
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Segundo a ANA, as estruturas consideradas prioritárias para a gestão da segurança são aquelas que apresentam problemas de conservação ou cujos empreendedores não cumpriram todos os requisitos legais. Elas estão distribuídas por 18 estados e pelo Distrito Federal, com destaque para Ceará, Mato Grosso e São Paulo.
A maior parte das estruturas prioritárias está ligada à mineração, que representa 26% do total (55 barragens). Outras 51 estruturas (24%) destinam-se ao abastecimento de água para a população e também foram identificadas como prioritárias.
O documento também destaca o lento avanço na aplicação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), implementada pela Lei nº 12.334/2010.
Cerca de 48% das estruturas cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) permanecem com classificação indefinida. Isso significa que os órgãos fiscalizadores ainda não informaram os dados necessários para definir se essas estruturas se enquadram na política.
Enquadram-se na política as barragens que possuem capacidade maior que 3 milhões de metros cúbicos, reservatório que contenha resíduos perigosos ou Dano Potencial Associado (DPA) médio ou alto, ou a altura das paredes maior que 15 metros. Essas são consideradas características que representam risco.
Apenas 52% das quase 30 mil barragens cadastradas possuem classificação definida. Dessas, cerca de 30% atendem às condições consideradas adequadas.
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Ao menos 6,6 mil apresentam Dano Potencial Associado (DPA) médio ou alto ou foram enquadradas em categoria elevada de risco. O levantamento também aponta ausência de informações sobre 345 estruturas.