A Alma Preta foi reconhecida por sua cobertura sobre a guerra na República Democrática do Congo (RDC), ao vencer o “Cultures of Resistance Awards”, premiação internacional que destaca trabalhos com impacto positivo voltados a questões sociais.
O prêmio também valoriza o ativismo do Sul Global, alinhado ao objetivo da cobertura, que foi dar visibilidade ao conflito na nação africana — invisibilizado pela mídia mundial — e que já dura mais de três décadas. A cobertura também resgatou parte importante da história congolesa.
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Durante 60 dias, o jornalista Pedro Borges, sócio-fundador e editor-chefe da agência de comunicação, percorreu sete cidades da RD Congo, partindo de Kinshasa. Passou por Boma, Muanda e Matadi, no oeste do país, seguindo depois para Kalemie, Lubumbashi e, por fim, Kolwezi, conhecida como a capital mundial do cobalto.
A República Democrática do Congo, segundo maior país do continente africano, enfrenta uma crise humanitária, agravada pela exploração de recursos minerais e pelos efeitos das mudanças climáticas.
Em Kolwezi, Borges registrou imagens e relatos sobre a dura realidade de crianças que extraem minérios em condições brutais, enquanto mineradoras internacionais lucram com a exploração da região.
O editor-chefe também acompanhou campos de refugiados em cidades no leste da nação afetadas pela atuação do grupo armado M23.
Confira a cobertura completa aqui.